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Apito Final | Ativos financeiros tem dia negativo com volta da aversão ao risco devido a dados e projeções preocupantes

Victor Beyruti Guglielmi

Internacional
• Bolsas globais encerram no vermelho em dia de realização de lucros e avaliação de dados econômicos frustrantes;
• Pesquisa do FT aponta para um eleitorado americano mais pessimista;
• Programa de compra de títulos do ECB surte efeito relevante sobre o mercado de títulos;
• Comissão Europeia volta a cortar projeção de crescimento econômico do bloco.

Brasil
• Ibovespa encerra o dia em queda com realizações e importação da cautela externa;
• Bolsonaro testa positivo para covid-19.


FECHAMENTO:

Ibovespa: 97.761
(-1,19%)

BR$/US$: 5,39
(+0,65%)

DI Jan/27:6,52%
(+14 bps)

S&P 500: 3.145
(-1,08%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

MRFG3: R$ 13,62
(+9,92%)

MGLU3: R$ 74,72
(+3,79%)

FLRY3: R$ 25,74
(+3,04%)

MAIORES BAIXAS:

CVCB3: R$ 20,28
(-6,93%)

ITUB4: R$ 26,37
(-4,90%)

SANB11: R$ 28,53
(-4,36%)


Cenário Externo:

Mercados… Bolsas globais operaram em queda refletindo um movimento de realização de lucros após uma 2ªf forte para ativos de risco. O avanço aquém do esperado na produção industrial alemã acompanhado de uma nova redução da projeção de crescimento do continente europeu por parte da Comissão Europeia contribuíram para o mal-estar na zona do euro. Nos EUA, uma piora de expectativas por parte dos americanos com relação ao avanço do vírus e ao atraso da recuperação econômica contribuiu para o movimento de maior cautela.

Piora de sentimento… Uma pesquisa produzida pelo jornal Financial Times apontou que a segunda onda de infecções que já toma conta dos EUA está surtindo efeito relevante sobre as expectativas do eleitorado. De um mês para cá, o percentual de indivíduos que acreditam que o surto irá piorar passou de 35% para 49%. Somente 24 acreditam que a situação caminha na direção de uma melhora. Concomitantemente, a mesma pesquisa encontrou que o percentual de indivíduos que acreditam em uma recuperação completa da economia em apenas um ano passou de 42% para 37%. Aqueles que acreditam que a recuperação se estenderá por mais de um ano passou de 58% para 63%. Naturalmente, a piora de pessimismo verificou-se justamente nos estados cuja segunda onda está ocorrendo.

QE europeu surte efeito relevante… Uma série de taxas associadas aos títulos soberanos de países europeus com situação fiscal delicada apagaram as altas registradas desde o início da crise. Ao longo do dia, por exemplo, o yield dos títulos Italianos de dez anos estava em 1,23% a.a. — patamar verificado anteriormente aos sell-offs que abalaram os mercados europeus e mundial. Títulos gregos, espanhóis e portugueses também reverteram a tendência altista. A melhora na percepção de risco ocorreu em função dos extraordinários estímulos monetários advindos do programa de compra de títulos do Banco Central Europeu (BCE). O programa de compra de títulos, que já contabilizada um potencial equivalente a EUR$ 1,35 tri, tem forte participação na melhora de percepção de risco.

Comissão Europeia corta projeção de crescimento… Técnicos da Comissão Europeia cortaram a projeção de crescimento econômico da região mais uma vez. A comissão agora prevê uma queda de 8,3%, ante os 7,4% projetados em maio. Para 2021, a projeção de crescimento caiu de 6,1% para 5,8%. A comissão alertou que os impactos da quarentena foram maiores do que anteriormente estimado, e alertou que a reinstituição de lockdowns focalizados tem forte potencial de retardar a retomada em diversos países que compõem o bloco. Entre os países, a Itália, com contração projetada de 11,2%, sofrerá o maior impacto, enquanto a Alemanha, cuja recessão estimada supera os 6%, será a menos afetada. Para reduzir a divergência na recuperação dos países membros, governantes do bloco se encontram esta semana para discutir os detalhes do pacote fiscal de EUR$ 750 bi.


BRASIL:

Mercados… Em um dia praticamente esvaziado de indicadores econômicos, os movimentos da bolsa local ficaram à mercê da maior aversão ao risco verificada no exterior e do movimento de realização de lucros por parte dos investidores. No pano de fundo, a confirmação de que o presidente da República testou positivo para a covid-19 contribuiu para o mal-estar dos mercados. Tais ocorrências também surtiram efeito sobre o mercado cambial, com o real encerrando mais uma sessão depreciado contra o dólar, em dia que o DXY (dólar índice) registrou o primeiro avanço em 5 dias. O CDS de cinco anos, métrica de risco-país, voltou a operar em alta após dias em baixa, sem novos drivers relevantes. No mercado de juros futuros, a curva incorporou a maior aversão ao risco e a contínua desvalorização do real, abrindo ao longo de todos os vértices.

Marfrig… O frigorífico se destacou em um dia mais negativo apara ativos de risco. A forte valorização decorreu da divulgação de um relatório de uma casa de análise, informando que, nos EUA, os preços da cabeça de gado caíram 13,4% na comparação anual, enquanto os preços de venda de carne bovina subiram 35,2% na mesma comparação.

Setor de Bancos… As companhias pertencentes ao setor tiveram desempenho negativo na sessão de hoje, após as falas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em Live organizada por uma corretora, defendendo o fim das taxas de juros do cartão de crédito e do cheque especial, por acreditar que estas “distorcem o sistema financeiro para pior”.

 

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

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