Apito Final | Atingindo o pico

Tempo de leitura: 5 minutos

Internacional

•  Contaminados pelos mercados asiáticos, índices do ocidente encerram a semana em queda generalizada;
•  Deflator do PCE, principal índice de inflação acompanhado pelo Fed, desacelera em junho.

Brasil

•  Ativos domésticos sentem pressão externa somada com volta do receio com risco fiscal;
•  Taxa de desemprego recua levemente na leitura de maio.


FECHAMENTO

Ibovespa: 121.800 (-3,08%) ­­
BR$/US$: 5,21 (+2,62%)
DI Jan/27: 9,01% (+29 bps)
S&P 500: 4.395 (-0,54%)

PRINCIPAIS ALTAS:

VIVT3: R$ 41,21 (+0,39%)
JBSS3: R$ 32,05 (+0,34%)
CIEL3: R$ 3,38 (+0,30%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

RENT3: R$ 62,15 (-7,36%)
BIDI11: R$ 70,98 (-5,99%)
VALE3: R$ 108,76 (-5,89%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Atingindo o pico

Mercados… Mercados americanos e europeus, contaminados por mais uma sessão marcada pela aversão ao risco na Ásia, encerraram a semana em queda, com investidores promovendo uma leve correção. O ambiente de risk-off voltou a pensar sobre o sentimento do investidor, que escolheu, também em virtude do dado de inflação nos EUA abaixo do esperado, dar continuidade ao fluxo comprador em direção aos títulos americanos. Paralelamente, o dólar voltou a se valorizar no mercado internacional, expressando justamente a busca pela segurança dos investidores, enquanto as commodities – com exceção das de energia – também operaram em queda.

Inflação americana vem mais comportada em junho… O deflator do PCE, o principal índice de inflação acompanhado pelo Fed, acelerou de 0,40% em maio para uma alta de 0,50%, ficando em 4% na comparação interanual. O núcleo do índice, que excluí alimentos e energia, entretanto, desacelerou de 0,50% para 0,40%, registrando alta de 3,5% nos últimos 12 meses. Ambos os resultados ficaram abaixo da expectativa, que previa uma aceleração do índice cheio e do núcleo. De forma geral, verificou-se a manutenção de uma alta de 0,40% na inflação de serviços que foi parcialmente compensada por uma desinflação de 0,80% para 0,70% na inflação de bens. O dado de hoje é mais um que reforça a narrativa de transitoriedade defendida pelo Fed, e dá, junto com a divulgação do PIB de ontem, mais uma razão para crer que a inflação já pode ter atingido seu pico do ano.


Brasil

Risk-off

Mercados… Ativos do índice domésticos, além de absorver o movimento de risk-off estrangeiro, reagiram à deterioração das perspectivas fiscais causada pela notícia – como comentamos no Mercados Hoje desta manhã – de que parte do governo pretende burlar o teto de gastos para ampliar o bolsa família. O movimento adicionou ao já conhecido risco fiscal, acentuando a desvalorização do real perante o dólar, pressionando o risco-país, medido pelo CDS de cinco anos, assim como as taxas de juros no mercado futuro. Ao todo, os mercados locais foram fortemente penalizados por conta da maior aversão ao risco, onde nem o resultado mais positivo para a taxa de desemprego pôde elencar o sentimento.

Taxa de desemprego recua em maio… A taxa de desemprego da economia brasileira recuou levemente de 14,7% para 14,6% no trimestre móvel encerrado em maio, ante àquele terminado em abril. A queda na taxa é, na verdade, fruto de um incremento mais acentuado na força de trabalho (0,88%), tendo em vista que o número absoluto de desempregados subiu 0,22% para 14,79 milhões de desempregados. Tal movimento também ficou claro no número de pessoas fora da força de trabalho, que registrou queda de 0,76% para 75,80 milhões, assim como na taxa de participação, que se elevou de 56,9% para 57,2%. Não obstante, o resultado de hoje também contou com um aumento maior das pessoas ocupadas, o que materializou um resultado líquido positivo.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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