Apito Final | 29 de novembro

Tempo de leitura: 7 minutos

Internacional 
• China não toma posição efetiva com relação à decisão de Trump de sancionar a lei de defesa a Hong Kong
• Taxa de desemprego na zona do euro fica estável
• PMI´s chineses devem continuar reforçando o quadro de desaceleração da segunda maior economia do mundo

Brasil 
• Bolsa local acompanha exterior e opera em queda
• Dólar volta a operar em alta
• Nota à imprensa do BCB reforça necessidade das reformas estruturais


FECHAMENTO:

Ibovespa: 107.988 (-0,28%)
Real/Dólar: 4,23 (+0,59%)
DI Jan/21: 4,70% (+ 1 bps)
S&P 500: 3.140 (-0,40%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

VVAR3: R$ 8,90 (+3,61%)
WEGE3: R$ 30,32 (+3,02%)
SBSP3: R$ 57,42 (+2,08%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

TIMP3: R$ 12,54 (-2,73%)
YDUQ3: R$ 41,70 (-2,11%)
ECOR3: R$ 14,41 (-2,11%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Bolsas internacionais movimentaram-se predominantemente em território negativo ao longo do pregão da última 6ªF de novembro. A baixa performance do S&P500, índice americano, assim como do STOXX600, índice pan-europeu, explica-se em função de posições mais cautelosas por parte de investidores globais, que ficam ansiosamente a espera de desenvolvimento concretos e positivos em torno da disputa comercial sino-americana. Como a China todavia não fez nenhum anúncio relevante com relação à decisão de Trump de sancionar a lei de defesa à Hong Kong, a incerteza predominou. Especificamente no caso da bolsa americana, devido à Black Friday, a bolsa local encerrou as negociações antes do prazo normal, reduzindo a liquidez já limitada nos mercados.

Economia europeia… Além do índice de preços ao consumidor (mencionamos isto no Mercados Hoje), a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, publicou hoje a taxa de desemprego para o bloco. Ao contrário do que o correu com a inflação, a taxa de desemprego da zona ficou estável em 7,5%. Por mais que a taxa de desemprego não tenha demonstrado aumento, sua estabilidade neste nível ainda não é considerada confortável, principalmente para os jovens da economia, cujo desemprego beira 15,6%. De qualquer forma, sua estabilidade repercute os mais recentes dados de atividade divulgados pelo PMI´s. Por mais que estejam próximos do território contracionista (menor que 50), dados recentes demonstraram uma leve estabilidade, neutralizando, parcialmente, as perspectivas de uma deterioração adicional.

No radar…. Hoje, depois do fechamento de mercado, a NBS, agência de estatísticas chinesa, deve divulgar os PMI´s de manufatura e de serviços para o mês de novembro. Expectativas de mercado apontam para um aumento marginal para o primeiro e uma queda para o segundo. Não obstante, o índice de atividade deve continuar demonstrando a desaceleração da segunda maior economia do mundo, uma vez que os dados mais recentes de atividade como PIB, produção industrial, formação bruta de capital fixo e vendas no varejo registraram quedas nas últimas leituras. O corte de 5 pontos base nas taxas de juros, tanto nas longas quanto nas curtas, ilustram o empenho do PBoC em contornar essa dinâmica pela qual passa a economia chinesa.


BRASIL:

Mercados… Em linha com a dinâmica verificada no exterior, o Ibovespa operou em queda ao longo das negociações de hoje. Como de costume, investidores continuam penalizando o índice local em função dos tramas políticos latino-americanos e da disputa comercial, que, em última instância, acabam contaminando a bolsa local. O dólar continuou operando de forma volátil e voltou a mover-se em alta, refletindo um clássico movimento de fuga a ativos de segurança em meio às incertezas relacionadas à disputa comercial. É esperando que o câmbio continue nestes patamares, uma vez que o Copom deve cortar os juros mais uma vez em novembro, o CDS (medida de risco-país) está se mantendo acima dos 120 pontos e a demanda global está em retração. Naturalmente, este movimento do dólar acabou contaminando a precificação das taxas futuras, que novamente voltaram a operar em alta nos vértices mais longos da curva nesta última sexta-feira de novembro.

Nota à imprensa do BC…. Em dia esvaziado de indicadores econômicos para o Brasil, o destaque ficou com o comunicado do BC no que tange ao estado das finanças públicas. De acordo com a instituição, a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) alcançou 55,9% do PIB, elevando-se em 1,8 p.p no ano. Este resultado repercutiu, entre outros fatos, a incorporação dos juros nominais, assim como o déficit primário acumulado, que teve contribuição de 0,5 p.p para este aumento. Os resultados reforçam a necessidade de seguir em frente com a reformas estruturais, que, como já mencionamos aqui anteriormente, são vitais para prevenir um aumento mais agressivo da DLSP.

Petrobras…. A estatal situou-se na ponta vermelha ao longo das negociações. A baixa performance do papel da petrolífera explica-se em função da maior queda do petróleo em mais de dois meses. Ainda, prevalece uma perspectiva de cunho pessimista sobre um possível excesso de demanda, uma vez que se espera que os membros da OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), que se reúnem na semana que vem, não aprofundem os cortes da produção.

Via Varejo…. A empresa do setor de varejo posicionou-se na ponta verde do pregão. Este fato explica-se em função do otimismo que investidores sem com relação ao impulso sobre as vendas que o Black Friday deve ter sobre as ações destas empresas.

Setor financeiro…. Os grandes bancos tiveram sessão de leve recuperação, revertendo parcialmente as quedas ocasionadas pela decisão do Copom de reduzir os juros sobre o cheque especial. De qualquer forma, tais empresas devem continuar sob pressão na semana passada, uma vez que o Banco Central ainda estuda formas de fazer mudanças no funcionamento das operações com cartão de crédito.

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