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Apito Final | Mercado precifica alta da Selic a espera do Copom

Tempo de leitura: 7 minutos

Internacional

• Temporada de balanços positiva e dados econômicos americanos sustentaram alta nas bolsas internacionais;
• Confiança do consumidor americano volta a subir.

Brasil

• Ibovespa volta para o vermelho a espera do Copom;
• Mercado de trabalho começa a desacelerar;
• Prévia do IPCA continua avançando em outubro.


FECHAMENTO

Ibovespa: 106.419 (-2,11%)
BRL/USD: 5,57 (+0,32%)
DI Jan/27: 11,99% (+19 bps)
S&P 500: 4.574,79 (+0,18%)

PRINCIPAIS ALTAS:

ENBR3: R$ 19,67 (+2,23%)
BRKM5: R$ 57,03 (+1,78%)
GOAU4: R$ 13,04 (+1,09%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

AZUL4: R$ 26,90 (-8,38%)
GETT11: R$ 5,21 (-7,79%)
EZTC3: R$ 18,63 (-7,64%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Indicador de confiança do consumidor supera expectativas

Mercados… Bolsas em NY operaram perto das máximas ao longo do dia, com dados de vendas de moradias novas (+14%) e de confiança do consumidor superando expectativas. Ainda assim, a força do mercado acionário perdeu ímpeto após o Facebook reportar dados mistos após o fechamento de ontem, o que não agradou o mercado. Ainda assim, os resultados da maioria das empresas têm vindo fortes (GE foi o destaque positivo do dia), o que sustenta o otimismo dos investidores. Após o fechamento, Twitter, Alphabet (Google) e Microsoft estão entre as empresas que divulgam seus balanços ainda hoje. As bolsas na Europa também operaram perto das máximas com o maior apetite ao risco derivado da temporada de balanços. Os yields americanos voltaram a fechar e o dólar avançou, ilustrando a manutenção do debate com relação à longevidade da inflação nas economias desenvolvidas. O petróleo também votou a se valorizar na medida em que os investidores esperam mais um resultado negativo para os estoques de petróleo nos EUA amanhã, apesar de negociações entre EUA e Irã para retomar o acordo nuclear, poder levar à retomada das exportações de petróleo.

Confiança do consumidor… O índice de confiança do consumidor americano apresentou melhora em outubro, subindo para 113,8 de 109,8 em setembro e encerrando uma sequência de 3 meses consecutivos em queda. O mercado esperava novo recuo. O índice de expectativas do consumidor também avançou no mês, de acordo com o Conference Board. A reversão decorre principalmente do menor receio com a disseminação da variante Delta. Apesar de a inflação continuar pesando sobre o sentimento do consumidor, a pesquisa mostra que um número crescente de famílias planeja comprar casas, automóveis e outros bens, mostrando que o consumo vai continuar suportando o crescimento econômico neste fim de ano. Ainda, grande parte dos entrevistados disse que pretende tirar férias nos próximos seis meses, ilustrando disposição dos consumidores a viajar e gastar mais com serviços.

No radar… Amanhã, a balança comercial de setembro (9h30) e os estoques de petróleo dos EUA (11h30) serão os indicadores de destaque.


Brasil

Mercado precifica alta da Selic a espera do Copom

Mercados… O Ibovespa teve novo dia de queda acentuada, descolando do ambiente externo positivo, após dados de inflação acima do esperado aumentarem a expectativa com o aumento da taxa básica de juros pelo Copom nesta quarta-feira. O mercado já entra em consenso por uma alta de, no mínimo, 150 pontos base, fazendo com que os DIs curtos e médios abrissem de forma abrupta novamente. Dólar e DIs longos também subiram, ainda refletindo a deterioração recente do cenário fiscal. A arrecadação do governo federal apresentou alta real acima das expectativas, crescendo 22,3% de janeiro a setembro, mas o dado não contribuiu para a melhora das perspectivas das contas públicas, principalmente após surgirem rumores de que a votação da PEC dos precatórios, prevista para hoje, poderia ser adiada.

Criação de vagas… O Caged registrou uma criação líquida de 313,9 mil postos de trabalho formal em setembro, resultado semelhante ao do mesmo mês no ano passado (313,6 mil). O resultado ficou abaixo da estimativa do mercado, de 355 mil. No acumulado dos últimos doze meses, o saldo permaneceu levemente abaixo de 3,2 milhões de vagas. De oito grandes setores, todos apresentaram criação líquida de vagas, porém, apenas três – extrativa mineral, serviços industriais de utilidade pública e administração pública – apresentaram saldos superiores aos do mês anterior. Enquanto o avanço das admissões reflete a melhora do quadro da pandemia, principalmente sobre o setor de serviços, a desaceleração da criação de vagas mostra o esgotamento dos efeitos de reabertura. Vamos acompanhar…

IPCA-15 não desacelera como o esperado… Apesar da expectativa de que a prévia de outubro já mostrasse sinais de arrefecimento da inflação, o IPCA-15 apresentou alta de 1,20%, acima do resultado do mês anterior, quando havia apresentado alta de 1,14% na margem. Com isto, o IPCA-15 registra variação acumulada de 8,30% no ano e 10,34% nos últimos 12 meses. Dos nove grupos pesquisados, apenas saúde e cuidados pessoais apresentou variação negativa (-0,01%). Alimentação no domicílio, que era a uma das apostas para moderação das altas, subiu frente ao último resultado. Dessa maneira, verificamos a persistência de pressões por parte dos alimentos, em conjunto com a esperada aceleração dos preços de serviços. Caso se mantenham, elas engendram um cenário desafiador para o Banco Central em meio ao aumento do risco fiscal e desaceleração da economia, de forma que o dado deve reforçar as apostas em uma alta de 150 pontos base da taxa Selic nesta 4ªfeira. Ainda assim, continuamos acreditando que para o fechamento de outubro, o IPCA apresentará ligeira desaceleração na margem, basicamente promovida pela dissipação do impacto do acionamento da bandeira escassez hídrica em setembro. Mas por conta do valor acima do esperado no índice preliminar, elevamos nossa projeção de 0,95% para 1,05% para o IPCA outubro.

No radar… A taxa de desemprego da PNAD Contínua (9h00) referente a agosto, o relatório mensal da dívida do Tesouro referente a setembro e a decisão de taxa de juros do Copom (anúncio da decisão às 18h30) serão os principais destaques da agenda local nesta 4ªfeira.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Rafael Gabriel Pacheco
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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