Apito Final | Expectativa de inflação deteriora na virada da semana

Tempo de leitura: 5 minutos

Internacional

•  Amparados sobre resultados corporativos, índices internacionais iniciam mais uma semana no verde;
•  Agenda internacional de amanhã destaca leva de indicadores americanos.

Brasil

•  Ativos locais acompanham o exterior e iniciam a semana na mesma direção;
•  IPCA-15 acima do esperado promove reajuste das expectativas na pesquisa Focus do BCB;
•  Confiança do consumidor brasileiro segue recuperando em julho;
•  Índices de inflação e nota à imprensa sobre setor externo do BCB protagonizam agenda econômica.


FECHAMENTO

Ibovespa: 126.003 (+0,76%) ­­
BR$/US$: 5,17 (-0,45%)
DI Jan/27: 8,70% (-3 bps)
S&P 500: 4.422 (+0,24%)

PRINCIPAIS ALTAS:

USIM5: R$ 20,92 (+3,56%)
CSNA3: R$ 47,36 (+3,54%)
EMBR3: R$ 19,16 (+3,51%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

AMER3: R$ 53,08 (-5,18%)
EZTC3: R$ 27,48 (-2,59%)
LAME4: R$ 7,62 (-2,56%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

No verde

Mercados… Ativos de risco internacionais voltaram a iniciar mais uma semana no verde, operando com menor força enquanto investidores ficam no aguardo de mais catalizadores. A semana recheada de indicadores promete movimentar os mercados e balizar as expectativas sobre o crescimento mundial. Paralelamente, resultados corporativos promissores continuaram surpreendendo as expectativas, mantendo as preocupações com a variante delta – assim como suas repercussões econômicas – no radar, porém à margem. Ao longo da sessão, commodities também subiram, enquanto o rendimento da treasury de 10 anos caiu novamente e o dólar global voltou a perder força.

No radar… Amanhã, o investidor foca suas atenções nos pedidos de bens duráveis de junho nos EUA, mais uma leitura dos preços residenciais e a divulgação de julho da confiança do consumidor medido pelo Conference Board.


Brasil

Expectativa de inflação deteriora na virada da semana

Mercados… Ativos domésticos voltaram a operar em consonância com o exterior, embora com mais força, refletindo novamente a ausência de notícias negativas para retirar apetite pelo risco do investidor. No mercado cambial, o dólar voltou a perder força contra o real, reagindo diretamente à piora semanal das expectativas de inflação, que basicamente sacramentaram como dado uma alta de um ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom. Pela mesma razão, as taxas de curto prazo no mercado de juros voltaram a subir, enquanto as longas ficaram vitualmente estáveis, reagindo ao comportamento mais ameno do risco-país, medido pelo CDS de cinco anos.

Expectativas de inflação deterioram… Em linha com a última leitura do IPCA-15 que venho tanto quantitativa quanto qualitativamente ruim, expressando a manutenção dos efeitos secundários dos choques de oferta sobre os núcleos de inflação, as expectativas de inflação deterioraram. Para 2021, subiram de 6,31% para 6,56%, e, para 2022, de 3,75% para 3,80%. A expectativa de inflação para 2022 devolveu praticamente toda a queda observada desde que o Copom adotou um tom mais duro no combate à inflação, onde sinalizou sua intenção de levar a taxa Selic ao nível neutro. Em decorrência da piora das expectativas, o mercado passou a esperar como dado uma alta de um ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central.  Não à toa, a expectativa para a Selic em 2021 passou nesta leitura do Focus de 6,75% para 7,00%, em linha com a visão de que, prontamente, a política monetária se tornará uma restrição para a atividade doméstica.

Confiança do consumidor continua se recuperando… A confiança do consumidor brasileiro, medido pela Fundação Getúlio Vargas, saltou de 80,9 em junho para 82,2 em julho. O resultado é fruto de uma melhora das expectativas quanto ao futuro, que foram de 88,3 para 90,8, ao passo que as expectativas quanto ao presente, que caíram de 71,6 para 70,9, travaram uma alta mais acentuada. O avanço da vacinação e a reabertura da economia têm contribuído para a melhora de perspectivas, embora o cenário ainda nebuloso para o emprego, assim como a aceleração da inflação, que corrói o rendimento real das famílias, continuem entre os principais pontos de preocupação nesta fronte.

No radar… Amanhã o foco do investidor fica na divulgação do IPC, que deve acelerar de 0,87% para 0,91% em julho, assim como no INCC, que traça os custos no setor de construção e deve desacelerar de 2,30% para 1,15%. Além disso, a nota à imprensa do BCB sobre o setor externo também protagoniza agenda econômica.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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