Cotações por TradingView

Apito Final | Mercados operaram voláteis com série de dados americanos

Tempo de leitura: 7 minutos

Internacional

• Bolsas internacionais se valorizaram acompanhando agenda recheada de indicadores americanos;
• Deflator acompanhado pelo Fed acelerou de forma menos contundente que o esperado;
• Ata do FOMC reitera possibilidade de aperto do tapering e alta dos juros mais cedo;

Brasil

• Ibovespa se valorizou com avanço da PEC e fala dove de Campos Neto;


FECHAMENTO

Ibovespa: 104.490 (+0,81%)
BRL/USD: R$ 5,60 (+0,19%)
DI Jan/27: 11,73% (-30 bps)
S&P 500: 4.701 (+0,23%)

PRINCIPAIS ALTAS:

LWSA3: R$ 13,91 (+5,30%)
BPAN4: R$ 11,37 (+5,28%)
BIDI11: R$ 36,20 (+4,02%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

NTCO3: R$ 28,05 (-3,77%)
PRIO3: R$ 21,82 (-3,75%)
IGTI11: R$ 198,01 (-2,94%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Mercados operaram voláteis com série de dados americanos

Mercados… Nos EUA, uma série de indicadores foram divulgados de forma que os principais índices acionários do país tiveram dia volátil, mas fecharam o dia em terreno positivo. Como destaques, a segunda prévia do PIB do terceiro trimestre do ano apresentou crescimento de 2,1%, ante previsão de 2,2%. Ainda assim a leitura veio acima da primeira prévia (+2,0%). Dados de auxílio desemprego fortes contribuíram com a noção da recuperação robusta do mercado de trabalho, fazendo o índice dólar avançar, mas um PCE abaixo do esperado fez com que os juros recuassem. A ata do FOMC divulgada no final da tarde não movimentou muito os mercados, já que veio em linha com o discurso de membros ao longo dos últimos dias. No campo das commodities, o petróleo recuou com movimento de realização após alta de ontem e alta dos estoques de petróleo pelo dado semanal do departamento de energia (DoE) nos Estados Unidos.

PCE… O deflator do PCE, indicador de inflação preferido do Federal Reserve voltou a acelerar (+0,6%) na leitura do mês de outubro contra setembro (+0,3%), mas ainda abaixo do esperado (0,7%). Na comparação anual, o índice alcança alta de 5,0%, maior valor desde a década de 1990. Já o núcleo do PCE, que exclui componentes voláteis do indicador, apresentou um avanço de 0,4% (m/m), também maior que o resultado do mês anterior, mas dentro do esperado. O avanço da inflação do PCE refletiu em grande parte o aumento da renda do trabalho no setor privado e aumento do consumo de serviços e bens de maneira bem disseminada. O dado corrobora com outros indicadores de atividade econômica nos EUA (produção industrial, vendas do varejo e atividade do setor de serviços) apontando para um mês de outubro forte. Além disso, o desemprego continuou caindo enquanto a renda do trabalho avança no sentido contrário. Na medida em que os pagamentos do governo em compensações da pandemia para desempregados são gradualmente retirados essa pressão sobre os salários deverá começar a recuar. Porém, como vimos ainda hoje, o número de pedidos de auxílio desemprego no país mostrou queda para mínima de 52 anos, que em parte reflete ajustes sazonais, mas ainda indica que no curto prazo o mercado de trabalho continuará a pressionar a inflação, fato que contribui para que o Fed decida por uma redução de estímulos mais forte nas próximas decisões.

Ata FOMC… A ata do FOMC, divulgada hoje, mostrou que o Fed já está avaliando que o balanço de riscos para a inflação está mais inclinado para o descontrole dos preços do que antes previsto, com a possibilidade de prolongamento dos choques de oferta, maior demanda e escassez no mercado de trabalho. Dessa forma, segundo a ata, muitos participantes apontaram a necessidade de aumento mais cedo dos juros nos EUA e uma redução do ritmo de compras de ativos do QE mais forte do que o atual, caso a inflação continue avançando a passos largos. Alguns dos dirigentes inclusive consideraram um ritmo mais acelerado do tapering ainda na reunião de novembro. Embora a ata tenha mostrado uma avaliação mais hawkish do que as últimas, ela veio em linha com as declarações que vimos nas últimas semanas por parte dos membros do Fed. A disposição deles em iniciar a alta dos juros mais cedo e um aperto do tapering mais contundente já era precificada, de forma que os mercados reagiram pouco ao longo do dia.  

No radar… Para amanhã, o feriado de Thanksgiving nos EUA deverá reduzir a liquidez no mercado internacionais, mas a versão final da leitura do terceiro trimestre do PIB da Alemanha (4h00) fica como destaque.


Brasil

Mercado seguiu acompanhando falas dovish de Campos Neto e andamento da PEC

Mercados… O Ibovespa fechou em alta, com investidores atentos à movimentação na agenda política do dia e a uma série de indicadores econômicos dos EUA. A curva de juros terminou o dia com fechamento de quase todos os vértices, depois do avanço mais acelerado da PEC dos precatórios, com votação na CCJ prevista para terça-feira trazendo alívio aos investidores, ainda que um Auxílio Brasil permanente de R$ 400,00 pese do lado negativo. Além disso, falas de Campos Neto vistas como mais dovish, em que ele avalia uma inflação mais transitória e se mostrando mais preocupado com a trajetória da atividade econômica no próximo ano, também contribuíram bastante para o movimento. O dólar, por sua vez, operou lateralizado, fechando com leve alta, ainda refletindo o fortalecimento da moeda no exterior.

Confiança do consumidor… O índice de confiança do consumidor (ICC), calculado pela FGV atingiu menor valor desde abril deste ano na leitura divulgado hoje para o mês de novembro, caindo 1,4 ponto para 74,9. Segundo nota da FGV, a inflação elevada, piora das condições financeiras com o aperto monetário e maior endividamento das famílias foram os principais fatores que explicam a piora do índice. Vale lembrar que hoje a Fecomercio SP divulgou dado que mostra que o endividamento das famílias atingiu o maior nível em 11 anos, quando se iniciou a série de dados. Dessa forma, com um cenário de incerteza elevado o indicador de expectativas, que compõe o índice recuou de maneira forte, a 3,5 pontos, para 80.

No radar… Como destaque amanhã teremos o IPCA-15 (9h00) de novembro e dados do setor externo do Banco Central (9h30).

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Rafael Gabriel Pacheco
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.“

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