Apito Final | Em alta

Tempo de leitura: 7 minutos

Internacional

  • Ativos internacionais tem dia de recuperação, ainda refletindo otimismo com recuperação da economia global com comentários de Powell;
  • Narrativa de aceleração da inflação americana está contaminando mercados de juros europeus;
  • Uma aceleração da inflação europeia aparenta ser um fenômeno altamente improvável;
  • Agenda internacional destaca confiança na zona do euro, pedidos de auxílio-desemprego e encomendas de bens duráveis nos EUA e discurso de governadores do Fed.

Brasil:

  • Em movimento técnico, Ibovespa acompanha movimento dos mercados internacionais;
  • PEC emergencial é adiada, mas deve ser aprovada em uma das duas casas ainda em março;
  • Inflação do IPCA desacelera em fevereiro para alta de 0,48%;
  • Agenda local destaca índices de inflação e nota do BCB.


FECHAMENTO

Ibovespa: 115.648 (+0,37%) ­­
BR$/US$: 5,41 (-0,48%)
DI Jan/27: 7,67% (+ 18 bps)
S&P 500: 3.925 (+1,14%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

BRKM5: R$ 33,005 (+9,84%)
USIM5: R$ 17,24 (+9,53%)
ELET6: R$ 13,09 (+5,99%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

ELET3: R$ 31,51 (-3,55%)
LREN3: R$ 37,30 (-2,51%)
SANB11: R$ 39,35 (-2,41%)


Cenário Externo

Em alta

Mercados…. Ativos financeiros passaram por um dia de recuperação, com investidores promovendo uma alta das bolsas americanas e europeias. Ainda que as taxas dos títulos públicos continuem retirando forçando dos principais índices, não são suficientes para eliminar por completo o fluxo comprador nos mercados de renda variáveis que acompanha o otimismo com a recuperação econômica. Ontem mesmo, este otimismo foi reforçado após discurso de teor positivo de Powell frente ao Senado americano, onde salientou que avanço da vacinação continua criando perspectivas bastantes favoráveis para o retorno à normalidade. Vale salientar que o movimento altista das taxas aparenta ser um fenômeno global, e não apenas restrito ao mercado de renda fixa americano.

Juros globais em alta… Está atualmente ocorrendo um movimento bastante interessante onde as narrativas sobre volta abrupta da inflação americana estão contaminando os mercados de renda fixa europeus. Entendemos este movimento como uma contaminação de caráter parcialmente especulativo porque, ao contrário dos EUA, nada indica que a inflação europeia tem potencial de disparar de forma abrupta ao longo dos próximos meses. Por lá, a campanha de vacinação segue lenta vis-à-vis a americana, a queda na atividade foi maior e, mais importantemente, persistem os lockdowns e a ausência do suporte fiscal em massa (diversos países do bloco ainda não implementaram os recursos do pacote pan-europeu aprovado em julho do ano passado). A combinação destes fatores já gera a expectativa de contração da atividade no primeiro trimestre e, consigo, o ressurgimento de pressões desinflacionarias e sistemáticas. 

Juros globais, inflação e câmbio… O canal pela qual as maiores expectativas de inflação se justificam, portanto, seria por meio da forma como a Europa pode, por meio da importação de bens americanos, importar a inflação americana. Isto é, tudo mais constante, um avanço robusto da inflação americana deveria pressionar os preços da economia europeia. Entretanto, até este fator tende a perder força quando lembramos da recente apreciação observada na taxa de câmbio EUR$/US$. Se por um lado a inflação americana pode encarecer produtos importados pela Zona do Euro, por outro apreciação do Euro pode anular, ao menos parcialmente, esta pressão.

No radar… Na agenda internacional, destacamos o indicador de confiança na economia da zona do euro; as encomendas de bens duráveis e os pedidos de auxílio desemprego nos EUA; e discursos de importantes governadores do Federal Reserve (Bullard, Quarles, Williams).


BRASIL:

PEC emergencial é adiada e força alta dos juros futuros

Mercados… Ativos domésticos no mercado de renda variável deram sequência ao movimento de recuperação, refletindo um movimento técnico de compra relacionado ao barateamento das ações que ocorreu por conta da elevação do risco político. Ao longo do dia, o dólar apreciou, refletindo o leve apaziguamento de ânimos relacionado ao envio da MP de privatização, embora os juros futuros tenham operando em forte alta decorrente do adiamento da votação da PEC Emergencial. O CDS de cinco anos, no entanto, caiu, mas segue em patamar bastante elevado por conta do elevado risco fiscal.

PEC Emergencial é adiada… A Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, que em sua substitutiva apresentada pelo relator Márcio Bittar prevê o congelamento de despesas relacionadas ao funcionalismo público, foi adiada para votação na semana que vem. O empecilho encontrando no tramite da proposta refletiu um atrito entre parlamentares referente à cláusula na medida que prevê a extinção dos limites mínimos constitucionais que devem ser direcionados à saúde e à educação. Entendemos, no entanto, que se trata de um entrave passageiro. Dificilmente esta cláusula será mantida pois, como a extensão do auxílio emergencial está atada à aprovação da PEC, compreendemos que clausula será abandonada, abrindo espaço para que os demais gatilhos de congelamento sejam efetivamente aprovados em uma das duas casas do Legislativo em março.

Inflação local… A prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo desacelerou para 0,48% em fevereiro, ante avanço de 0,78% em janeiro. Com o resultado, o principal índice de preços da economia passa a registrar alta acumulada em 12 meses de 4,57%, acima do registrado em janeiro, quando estava em 4,30%. O resultado do índice foi principalmente influenciado, como mencionamos, pelos grupos de alimentos, transportes, educação e, em menor grau, habitação. Verifique, além de mais informações sobre o dado, nossa visão referente à dinâmica dos preços da economia brasileira no site e app O Guia Financeiro.

No radar… A agenda de indicadores domésticos conta com a divulgação do IPC, IGP-M e notas do BCB relacionado à operações de crédito.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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