Apito Final | Mercado tem novo dia de alta após o Copom

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional

• Bolsas sobem em segundo dia seguido após FOMC;
• Pedidos de auxílio desemprego avançam mais que o esperado.

Brasil

• Mercado reage bem comunicado de Copom;
• Arrecadação do governo federal melhora, mas ainda permanecem os desafios.


FECHAMENTO

Ibovespa: 114.064,36 (+1,59%)
BRL/USD: 5,30 (+0,10%)
DI Jan/27: 10,34% (+14 bps)
S&P 500: 4.448,96 (+1,21%)

PRINCIPAIS ALTAS:

EMBR3: R$ 23,89 (+12,16%)
UGPA3: R$ 16,00 (+9,51%)
USIM5: R$ 16,65 (+9,25%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

EZTC3: R$ 25,10 (-5,18%)
CYRE3: R$ 19,43 (-4,33%)
MGLU3: R$ 15,87% (-2,88%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Boas perspectivas para a economia

Mercados… Bolsas globais fecharam novamente no positivo hoje com perspectivas positivas do Fed com a economia americana, após o BC americano minimizar os efeitos da pandemia, bem como uma possível crise financeira por conta da Evergrande. Nesse ambiente, os Yields dos treasuries subiram, enquanto o índice dólar operou em forte queda. O petróleo também avançou com os dados de estoques de petróleo nos Estados Unidos caindo para o menor nível desde 2018, assim como pela melhora de perspectivas no cenário macro. Na China, as tensões se amenizaram após o governo chinês sinalizar que não deixará a crise da Evergrande se espalhar e após uma nova injeção de liquidez generosa do PBoC no mercado de crédito de curto-prazo. Na Europa, destaque para o Banco da Inglaterra, que elevou a perspectiva de aumento das taxas de juros já em novembro para conter um aumento da inflação, que vê superar 4% após um aumento nos preços de energia.

No radar… Amanhã, a venda de novas moradias nos EUA em agosto e os discursos do presidente do Fed e outros membros sobre a situação atual da economia americana devem ser os principais destaques no dia.


Brasil

Mercado tem novo dia de alta após o Copom

Mercados… Ibovespa sobe no dia de hoje, no pós-Copom e com melhora nas bolsas internacionais. A valorização das commodities também ajudou a puxar o índice para cima hoje, enquanto os bancos se mantiveram em alta após sinalização de alta de 1 bp para a próxima reunião em comunicado do Copom. Paralelamente, o dólar e os DIs longos subiram hoje, acompanhando uma forte abertura da curva americana e notícias de que o governo poderia prorrogar o auxílio emergencial com um valor mais alto, de R$ 400,00, caso não haja avanço na PEC dos precatórios e na reforma do IR, que seriam condições necessárias para viabilizar o novo programa que substituirá o bolsa família, de R$ 300. Já os vértices mais curtos passaram a fechar na medida em que o Copom não sinalizou uma aceleração no ritmo de aperto da Selic nas próximas reuniões.

Copom em linha com a expectativa… O comitê aumentou ontem a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 6,25%, antevendo uma alta de mesma magnitude para a próxima reunião. Caso o ritmo de aperto monetário fosse mantido até o final do ano, isso resultaria em uma Selic em 8,25% a.a. Entre os principais destaques, o BC atualizou os riscos externos, que incluem uma possível desaceleração das economias emergentes e um possível início de tapering nas economias ricas. Na atividade doméstica, apesar da desaceleração na margem no segundo trimestre, o BC vê ainda uma melhora na atividade e nas perspectivas futuras. Quanto a inflação, ele observa que o IPCA continua elevado, com preços industriais e serviços pressionando o índice, bem como itens mais voláteis como energia e alimentos. O balanço de riscos permaneceu basicamente o mesmo, com a reversão dos preços das commodities no lado negativo, e o risco fiscal no positivo, ainda deixando o balanço apontando para cima. Neste sentido, o comunicado apontou que o BC pretende avançar a Selic par ao território contracionista, justificando o aumento nesta decisão e da próxima.

Arrecadação federal continua em alta… A arrecadação do governo federal registrou uma alta de 7,25% em agosto com relação ao mês passado, chegando a R$ 146,5 bilhões. Quando consideramos o resultado atualizado pela inflação, este mês foi o melhor agosto na série histórica. A alta veio levemente acima da mediana das estimativas, que estava em 145,2 bilhões. Contudo, apesar do recorde em agosto, a arrecadação está desacelerando quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Após a melhora no cenário pandêmico e a flexibilização das medidas de distanciamento social, a base de comparação em agosto no ano a ano melhorou, o que diminuiu a alta da arrecadação em relação ao ano passado. Ainda assim, o resultado não demonstra melhora significante no cenário fiscal, isso pois ela decorre do efeito inflacionário e de efeitos pontuais da recuperação econômica e do preço elevado praticado no mercado de commodities nos últimos meses, ambos impulsos insustentáveis.

No radar… Amanhã, o IPCA-15 referente a setembro e a definição da tarifa energética para a ANEEL são os principais destaques na agenda local.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Rafael Gabriel Pacheco
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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