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Apito Final | Vendas do varejo e balanços reforçaram apetite ao risco

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional

• Mercados estendem apetite ao risco com varejo americano;
• Vendas do varejo subiram enquanto o mercado esperava dado negativo;

Brasil

• Investidores buscam oportunidades antes de balanços;
• Atividade econômica em agosto fica estável com dados mistos de serviços, varejo e indústria.


FECHAMENTO

Ibovespa: 114.754 (+1,39%)
BRL/USD: 5,45 (-1,11%)
DI Jan/27: 10,60% (+14 bps)
S&P 500: 4.471,48 (+0,75%)

PRINCIPAIS ALTAS:

PCAR3: R$ 30,96 (+11,85%)
AMER3: R$ 37,45 (+9,18%)
LAME4: R$ 5,31 (+6,41%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

CASH3: R$ 4,95 (-4,07%)
JHSF3: R$ 5,95 (-2,94%)
TOTS3: R$ 35,29 (-2,57%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Vendas do varejo e balanços reforçaram apetite ao risco

Mercados… Ativos de risco mantiveram tendência de alta com sinalização de força do consumo nos Estados Unidos. As vendas do varejo apresentaram alta em setembro, indo na contramão do esperado, uma queda de 0,2%. Dados do sentimento do consumidor (71,4 ante 71 em setembro) e de atividade industrial Empire State (19,8 ante 34,3 em setembro) referentes a outubro, ambos tiveram resultados abaixo do esperado, mas ainda permaneceram em terreno de expansão. A continuidade da temporada de balanços deve manter o apetite ao risco nos mercados internacionais, enquanto os preços do Brent registraram novas altas, com previsão de um déficit de oferta e cotações do gás impulsionando a demanda pela commodity. A escalada da cotação do petróleo, no entanto, tem o lado negativo, pois mantém o risco de inflação no pano de fundo, contribuindo para a abertura dos juros futuros. Por fim, o índice dólar fechou perto da estabilidade, com leve queda em ambiente de menor aversão ao risco.

Varejo surpreende nos EUA… As vendas do varejo subiram 0,7% em setembro, apesar do consenso do mercado esperar uma queda de -0,2%. Na comparação interanual, o setor teve crescimento de 13,9%. Surpreendentemente, o setor automobilístico também registrou crescimento nas vendas, apesar das dificuldades enfrentadas pela falta de insumos. Justamente por isso, o mercado esperava que o setor apresentasse um resultado negativo, o que puxaria o indicador para baixo – fato que não se concretizou. Mesmo assim, quando consideramos as vendas do varejo excluindo automóveis, a alta foi um pouco maior, de 0,8%. Ao todo, o dado mostrou a resiliência da economia americana apesar de menor produção. Não obstante, o cenário permanece negativo para o varejo, devido a inflação corroendo a renda dos consumidores, as restrições da oferta e a substituição de bens por serviços na medida em que a economia reabre (em setembro, a economia ainda sentia os efeitos da variante Delta).


Brasil

Apesar de IBC-Br fraco, Ibovespa avança com investidores buscando oportunidades antes da divulgação de balanços

Mercados… Ibovespa teve alta relevante em dia de vencimento de opções, com o maior apetite ao risco nos mercados internacionais e início da temporada de balanços local na semana que vem. O índice de atividade do Banco Central ilustrou o desempenho fraco da economia brasileira em agosto, com variação levemente negativo. Não obstante, o mercado pouco reagiu ao dado, sendo os maiores catalizadores o ambiente externo, especialmente o varejo nos EUA, que transmitiu o sentimento para os papeis internos do setor, em meio a notícias corporativas favoráveis. Bancos se beneficiaram de balanços positivos em Wallstreet e abertura da curva de juros. O BC atua pelo terceiro dia seguido no câmbio, com venda de US$ 1 bi em swaps extras, derrubando a cotação do dólar, que foi intensificada após fala do diretor de política monetária, Bruno Serra, de que o estoque confortável de reservas dá ao BC capacidade de “intervenção robusta” caso a mesma seja necessária. Enquanto isso, DIs permanecem pressionados, com curva abrindo, refletindo o pano de fundo ainda temeroso, com inflação e riscos fiscais mantendo-se sem solução no curto prazo, além da abertura dos yields nos EUA.

Atividade econômica estável em agosto… O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br), proxy mensal para o PIB, teve uma leve retração em agosto, com recuo de 0,15% na margem, após ter subido 0,23% em julho. Na comparação com igual mês do ano passado, o índice registrou avanço de 4,7%, alta esta que vem se reduzindo, conforme efeitos base se tornam menos relevantes. Como verificamos nos dados setoriais do IBGE, tanto o varejo como a indústria tiveram resultados frustrantes no mês de agosto, enquanto o desempenho ainda forte dos serviços ajudou a reduzir o ímpeto da queda do IBC-Br. De um lado, a produção industrial e vendas do varejo (-0,7% m/m e -2,5% m/m, respectivamente) foram pressionados pela escassez de insumos, inflação e encarecimento do crédito, ao mesmo tempo em que são prejudicados pela substituição do consumo de bens por serviços. De modo geral, nos próximos meses esses mesmos desafios devem permanecer: enquanto o aperto monetário, a incerteza fiscal e o ambiente de pressão de custos devem limitar ganhos, o aumento de mobilidade pode sustentar a alta no curto prazo. Com isso, nossa projeção preliminar para o IBC-Br de setembro é de uma nova baixa de 0,4% m/m (+1,6% a/a).

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Rafael Gabriel Pacheco
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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