Cotações por TradingView

Apito Final | Risco político permanece

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional

• Ativos internacionais encerram mais um dia acerca dos topos históricos;
• Confiança do consumidor americano decepciona fortemente na leitura preliminar de agosto;
• Queda da confiança preocupa e pode ter efeitos sobre outros segmentos da economia.

Brasil

• Apesar de dados positivos de atividade, ruído político impacta ativos domésticos;
• IBC-Br tem resultado acima das expectativas, e avanço do setor de serviços preocupa com a inflação;
• Importações de soja pela China avança, mas estimativas apontam para redução do ritmo.


FECHAMENTO

Ibovespa: 120.701 (-1,11%) ­­

Ibovespa: 121.193 (-0,41%) ­­
BR$/US$: 5,24 (-0,11%)
DI Jan/27: 9,80% (+17 bps)
S&P 500: 4.468 (+0,16%)

PRINCIPAIS ALTAS:

CPFE3: R$ 26,42 (+8,28%)
EMBR3: R$ 20,79 (+7,28%)
HGTX3: R$ 40,57 (+5,40%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

LAME4: R$ 5,97 (-9,13%)
AMER3: R$ 43,14 (-7,88%)
VVAR3: R$ 11,30 (-6,38%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Confiança em queda

Mercados… Mercados internacionais encerraram mais uma semana acerca dos topos históricos. Ativos foram novamente beneficiando pelo forte fechamento da curva de juros americana em decorrência de um dado de confiança do consumidor que decepcionou fortemente as expectativas. O rendimento do título de 10 anos caiu mais de 5 pontos base – valor nada desprezível –, enquanto o dólar voltou a se desvalorizar contra seus principais pares globais. Por fim, as commodities tiveram um dia ligeiramente positivo, com exceção das commodities de energia, que continuam sofrendo em vista de preocupações quanto à demanda por elas.

Confiança do consumidor despenca na leitura preliminar de agosto… A confiança do consumidor americano despencou na leitura preliminar de agosto, ainda refletindo os receios com a inflação elevada assim como as preocupações com o alastramento da variante delta em estados onde há pouca cobertura vacinal. O índice total passou de 81,72 para 70,2, puxando, principalmente, pela forte queda do índice de expectativas futuras, na medida em que se espera alguma desaceleração da atividade ao longo dos próximos meses. A queda foi tão forte que o indicador praticamente voltou ao patamar em que estava nos momentos mais agudos da crise, em abril do ano passado.

Repercussões sobre a economia… A magnitude da queda na confiança preocupa, pois tende a demonstrar que o consumo – o principal motor da retomada da economia ao longo deste primeiro semestre – pode perder tração considerável ao longo das próximas leituras. Os efeitos econômicos da variante delta, ainda que em um ambiente de alta disponibilidade de vacinas, está pesando sobre a confiança de forma um pouco inesperada. Na medida em que a desaceleração na cobertura vacinal dá terreno fértil para o alastramento do vírus, tende a alargar os esforços de reabertura, comprometendo outras partes da economia, como a recuperação do mercado de trabalho, que depende vitalmente de um retorno normal às aulas, por exemplo, para reverter de forma mais intensa as restrições na oferta de trabalho.


Brasil

Risco político permanece

Mercados… O Índice Bovespa fechou esta sexta-feira com leve alta, após dia em queda. Os riscos fiscais e políticos domésticos se contrapuseram aos dados positivos para atividade, deixando tom negativo nos negócios nesta sexta-feira e deixaram os juros futuros em forte alta, enquanto o CDS teve leve queda. O mercado observa as falas do ministro Paulo Guedes em entrevista, defendendo a reforma do Imposto de Renda e a PEC dos precatórios. Enquanto isso, o dólar fechou em leve queda, reagindo ao fechamento da curva de juros americana.

IBC-Br surpreende expectativas… O IBC-BR, proxy mensal para o PIB produzida pelo Banco Central, surpreendeu as expectativas (0,55%) ao avançar 1,14% após queda de 0,55% no mês diretamente anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice de atividade registra alta de 9,07%, menor do que o avanço de 14,21% registrado em maio, evidenciando a retirada parcial dos efeitos-base. Em grande parte, o resultado positivo do IBC-Br refletiu o forte desempenho dos serviços, ao contrário da indústria e do varejo, que registraram desempenhos nulo e negativo, respectivamente. Enquanto o setor de serviços segue o impulso pelo elevado ritmo de vacinação no país, a indústria é negativamente impactada pela falta de insumos e o varejo pela aceleração da inflação com consequente redução da capacidade de compra das famílias. Dessa forma, os impactos do setor de serviços sobre a inflação devem pautar as próximas decisões do Copom.

China deve diminuir ritmo de importações… Apesar de seguir elevado, os dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que a China já está diminuindo o ritmo de compras de soja. No curto prazo o país asiático deve continuar comprando a commodity no mercado internacional, mas a agência americana já projeta que para a próxima safra – que se inicia em outubro – o consumo deve seguir se sustentando pela produção interna. Somado a isso, dados do Ministério de Agricultura chinês indicam que as importações de carne suína também têm se arrefecido após queda dos preços internos. Com cerca de 15% na pauta de exportações e como 73,2% do total de exportações de soja tem como destino a China, podemos esperar dados menos otimistas para o avanço do setor nos próximos meses, com casas já reduzindo suas estimativas – embora ainda se situem em nível recorde.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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