Apito Final | 13 de Fevereiro

Internacional
• Bolsas globais interrompem movimentos de alta, após dados sobre o novo coronavírus;
• O Índice de Preços ao Consumidor americano acelerou para 0,2% em janeiro;
• Dados de PIB na zona do euro serão divulgados amanhã.

Brasil 
• Ibovespa voltou a operar em queda influenciado pela piora do mercado externo;
• O volume no setor de serviços configurou um aumento acumulado no ano de 1,6%;
• Os serviços prestados a famílias registrou um ganho acumulado de 2,6% no ano.


FECHAMENTO:

Ibovespa: 115.662 (-0,87%)
BR$/US$: 4,35 (+0,01%)
DI Jan/27: 6,43% (+4 bps)
S&P500: 3.373 (-0,16%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

USIM5: R$ 10,35 (+4,97%)
MRFG3: R$ 11,30 (+4,82%)
BTOW3: R$ 73,33 (+3,38%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

FLRY3: R$ 30,68 (-3,49%)
BRKM5: R$ 30,83 (-3,23%)
IRBR3: R$ 32,80 (-2,67%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados... Bolsas globais interromperam os movimentos de alta verificados desde o início da semana. A notícia de que o número de infectados pelo novo coronavírus é maior do que anteriormente estimado – em função de uma mudança de metodologia no processo de diagnóstico – gerou um maior nível de cautela e aversão ao risco entre investidores. Por mais que o impacto econômico do vírus seja, todavia, incerto, é consenso entre analista que derrubará o PIB mundial consideravelmente no 1T20. Na china, a atividade deve, de acordo com o Deutsche Bank, contrair mais de 1,4%. Ao todo, tanto o S&P500, assim como o STOXX 600, fecharam o dia com desempenhos pífios.

Economia americana… Em um dia fraco de indicadores econômicos, o destaque ficou com o Índice de Preços ao Consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) de janeiro. O índice de preços acelerou para 0,2% em janeiro, configurando uma inflação anual de 2,5%. A tendência altista da inflação, porém, não deve perdurar pelos meses seguintes. O mais provável é uma dinâmica desinflacionaria em função da (i) apreciação do dólar no mundo (o DXY, que meda a força da divisa americana ao redor do mundo já subiu mais de 1% no último mês); (ii) queda na cotação internacional das commodities, e, em específico, o do petróleo, decorrente da desaceleração da demanda chinesa em função do coronavírus.

No radar… Investidores internacionais se atentarão, amanhã, para os dados de PIB na zona do euro. Este deve, de acordo com expectativas, registrar um desempenho pífio de 1%, repercutindo, principalmente, o ainda estado anêmico do setor industrial. Caso o dado frustre expectativas, os mercados da região devem elevar apostas sobre uma intensificação de estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu (BCE). Relembrando: o BCE já pratica taxas de juros negativas, ao mesmo tempo em que implementa medidas não convencionais de política monetária como a compra de títulos públicos e privados. Caso a bateria de dados continue demonstrado a inatividade da demanda, é provável que a instituição eleve o montante de compras no mercado de renda fixa.


BRASIL:

Mercados… O Ibovespa contrariou a tendência observada na sessão de ontem e voltou a operar em queda, como antecipamos no Mercados Hoje. A piora do cenário externo, novamente em função da disseminação do coronavírus, continuou contaminando o desempenho da bolsa local, forçando uma queda próxima de 1%. No mercado cambial, o a cotação do dólar atingiu uma nova máxima ao ser cotado a R$ 4,38/US$, ainda influenciado pelos corte da taxa de juros, mas principalmente pela força do dólar no mundo assim como pela reiteração, por parte de Paulo Guedes, de que um câmbio depreciado é bom para a economia brasileira. Ele não está errado. Um câmbio mais depreciado, em um ambiente de juros baixos, impulsiona as exportações, e, portanto, a atividade econômica. O CDS, medida de risco país, segue estável em torno dos 100 pontos base enquanto as taxas, no mercado de juros, abriram levemente ao longo dos vértices longos.

Atividade econômica… O grande destaque do dia foi o volume no setor de serviços. Ao contrário do setor industrial, este tem demonstrado avanços e, em dezembro, configurou um aumento acumulado no ano de 1,6% ante expectativa de crescimento de 1,5%. No mês de dezembro, a maior contribuição negativa, como era de se esperar, foi a prestação de serviços aos transportes, em específico, transporte terrestre. Isto acabou refletindo a forma com a qual a dinâmica débil do setor industrial afetou, via spillover, o desempenho dos serviços, que compõem mais de 60% da atividade econômica brasileira. Os serviços prestados a famílias também passaram por uma contração relevante, a despeito da maior renda disponível proporcionada pela liberação das contas do FGTS. De qualquer forma, esta categoria registrou um ganho acumulado de 2,6% no ano, refletindo o efeito positivo da inflação e juros baixos.

Marfrig… Após elevação da recomendação do frigorífico por uma casa de análise, a empresa foi um dos destaques do índice no pregão de hoje. A carne bovina deve continuar com margens fortes nos EUA, ao mesmo tempo, os países sul-americanas conseguirão se beneficiar de exportações com margens mais saudáveis.

Suzano… Após divulgação dos resultados do 4T19, a empresa teve boa performance no pregão dessa 5ªF. A positividade do mercado quanto ao resultado se deu pela forte desestocagem da matéria prima no trimestre. Ainda, o mercado reagiu positivamente quanto as informações concedidas no Investor Day de que os impactos do coronavírus nas exportações de celulose ainda não tem tido grande relevância para empresa.

 

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