Cotações por TradingView

Apito Final | Sem consenso

Tempo de leitura: 7 minutos

Internacional

• De olho no IPP e nos pedidos de seguro-desemprego, ativos americanos registram mais um dia de ganhos;
• Preços ao produtor americano seguem pressionados na leitura de julho;
• Pedidos de seguro-desemprego seguem caindo em direção aos patamares pré-crise;
• Confiança do consumidor americano e balança comercial da Zona do Euro são destaque da agenda de amanhã.

Brasil

• Índices, dólar e juros seguem sob a pressão de um ambiente macropolítico conturbado;
• Reforma do Imposto de Renda é adiada para a semana que vem;
• Setor de serviços expande em julho, surpreendendo expectativas;
• IBC-Br marca agenda local de amanhã.


FECHAMENTO

Ibovespa: 120.701 (-1,11%) ­­
BR$/US$: 5,25 (+0,68%)
DI Jan/27: 9,65% (+17 bps)
S&P 500: 4.460 (+0,30%)

PRINCIPAIS ALTAS:

GNDI3: R$ 82,62 (+6,91%)
HAPV3: R$ 14,85 (+6,38%)
FLRY3: R$ 23,61 (+4,01%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

UGPA3: R$ 15,21 (-12,33%)
BEEF3: R$ 8,82 (-11,27%)
B3SA3: R$ 13,89 (-7,71%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Ipp e pedidos de seguro-desemprego em destaque

Mercados… Ativos americanos voltaram a registrar movimentos altamente positivos ao longo da sessão, com o S&P500 rompendo mais uma máxima histórica. Investidores receberam de modo grado os pedidos de seguro-desemprego em linha com as expectativas, ao mesmo tempo em que voltaram a colocar pressão altista sobre o juro longo na esteira de um IPP bastante acima da expectativa. Nem mesmo um leilão com demanda aquecida foi suficiente para valorizar os títulos públicos. A força do juro voltou a colocar pressão altista sobre o dólar índice, que encerrou o dia em alta, o que por sua vez forçou pressão sobre as commodities de energia e metálica.  

Dados de desemprego EUA… Os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos totalizaram 375.000 na semana encerrada em 7 de agosto, 12.000 a menos que na semana anterior, em linha com o esperado. Contudo, de maneira geral, os pedidos de seguro-desemprego têm caído fortemente este ano, o que reflete a forte retomada da economia americana. Embora a expectativa seja que os pedidos continuem caindo durante os próximos meses, o avanço da variante delta pode trazer dados negativos nos próximos dados, visto o impasse que o governo encontrou no avanço da vacinação já que parte da população opta por não se vacinar por uma questão ideológica. Levando em conta o mandato do Fed de perseguir o pleno emprego, o resultado, que se aproxima cada vez mais dos patamares pré-crise, dá mais uma razão para que a autoridade monetária comece a reduzir o ritmo de compra de ativos em um futuro muito próximo. 

PPI sobe mais que o esperado… O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve alta de 1,0% m.m, vs expectativa de 0,6% m.m. A alta também é observada no núcleo do índice, o que indica alta generalizada dos itens do índice, mesmo descontando os mais voláteis. Enquanto os custos com alimentos apresentaram queda pela primeira vez no ano, transportes e energia apresentaram a maior alta. De forma geral, a elevação dos preços industriais decorre de um aumento robusto da demanda que não está sendo correspondido pelo aumento da oferta, em grande parte devido à escassez global de insumos para a produção e à falta de mão-de-obra.

No radar… No cenário externo, o índice de confiança do consumidor nos Estados Unidos é esperado para ficar em linha com o último resultado – que alcançou máxima de 17 meses, evidenciando o cenário positivo para a economia americana. Além disso, na Zona do Euro, o resultado da balança comercial sairá às 6 horas.


Brasil

Sem consenso

Mercados… Ainda sob a influência de um ambiente macropolítico conturbado, ativos de risco domésticos voltaram a perder tração ao longo da sessão. A tentativa de passar uma reforma do IR que carece de consenso – e cujo impacto fiscal é mais provável que seja negativo – voltou a pressionar o dólar e as taxas de juros futuras, que também sentiram, principalmente na parte curta da curva, a influência de um dado de serviços maior do que o esperado. O CDS de cinco anos, por sua vez, também segue cotado em elevados patamares, expressando todo o desarranjo e a confusão em torno da política fiscal.

Reforma do Imposto de Renda é novamente adiada… Devido ao pouco grau de consenso em torno da reforma do imposto de renda, a Câmara dos Deputados voltou a adiar sua votação para a semana que vem. Vemos o movimento como positivo: a proposta do relator carece de uma calibragem adequada. Isto é, as fontes dadas (tributação de dividendos, fim do JCP e isenções tributária, e crescimento econômico) para financiar a queda de arrecadação causada pela redução do IRPF e IRPJ são, de acordo com uma gama de especialistas, insuficientes. Ou seja, a reforma da maneira que está tenderia a adicionar ao déficit, à dívida e, ao cabo, embutiria maiores prêmios de risco sobre a taxa de câmbio, acentuando a pressão inflacionária e o movimento altista dos juros. Os efeitos perversos desse movimento sobre a economia já são conhecidos. 

Setor de serviços registra avanço notável em junho… Como apontado pela PMS, divulgada hoje pelo IBGE, o setor de serviços apresentou expansão de 1,7% em junho, levando a variação interanual do índice para 21,1% e o acumulado do ano para 9,5%. Todas as atividades do setor de serviços apresentaram expansão durante o mês. Com este resultado, o índice de volume no setor de serviços continua localizado em patamares acima do nível pré-pandêmico. O bom desempenho do setor de serviços é fruto direto da aceleração na vacinação – principalmente ao longo dos estágios finais do segundo trimestre – e da confiança dos agentes, sejam eles produtores ou consumidores. 

No radar… Para encerrar a leva de indicadores de atividade mais importantes para o mês, o Banco Central divulga amanhã o IBC-Br, sua proxy mensal para o PIB. Esperamos uma variação nula dos índices em função do desempenho heterogêneo dos setores durante o mês. Se por um lado os serviços avançaram a ritmo robusto em junho, a indústria ficou estagnada e o setor varejista apresentou notável contração, ambos impactos tanto pela aceleração inflacionária quanto pelos problemas de escassez de insumos que impactos as cadeias globais de suprimento.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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