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Apito Final | Inflação transitória

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional

• Ativos internacionais, influenciados pela queda nos rendimentos dos títulos americanos, encerram mais uma sessão em alta;
• IPC americano desacelera em julho, dando sustento à tese de inflação transitória;
• IPC vem de forma positiva para o Fed e os mercados;
• IPP e pedidos de auxílio desemprego são destaque da agenda internacional de amanhã.

Brasil

• Ibovespa tem dia volátil com commodities em alta e risco fiscal no radar;
• Vendas no varejo despencam na leitura de junho;
• PMS encerra leva de pesquisas setoriais amanhã.


FECHAMENTO

Ibovespa: 122.056 (-0,12%) ­­
BR$/US$: 5,22 (+0,72%)
DI Jan/27: 9,52% (+9 bps)
S&P 500: 4.447 (+0,25%)

PRINCIPAIS ALTAS:

BEEF3: R$ 9,94 (+14,16%)
HGTX3: R$ 37,81 (+3,56%)
MGLU3: R$ 20,91 (+2,50%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

QUAL3: R$ 20,50 (-15,57%)
YDUQ3: R$ 25,30 (-4,89%)
RADL3: R$ 25,12 (-3,98%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Inflação transitória

Mercados… Ativos internacionais experimentaram mais uma sessão positiva ao longo do pregão de hoje, impulsionados, em parte, pela queda dos rendimentos dos títulos americanos.  O dia contou tanto com um IPC abaixo do esperado, o que deu sustento à tese de inflação transitório, quanto com um leilão de títulos públicos do Tesouro americano, que teve demanda bastante aquecida. O dólar global, devido à queda nos rendimentos, foi novamente puxado para baixo dos 93 pontos, ao passo que as commodities, também auxiliadas pelo dólar mais fraco, operaram em alta ao longo da sessão.

Inflação ao consumidor desacelera em julho… A inflação ao consumidor americano moderou na leitura de julho ao desacelerar de 0,90% (5,4% a/a) em junho para 0,50% (5,4% a/a). O núcleo, que exclui alimentos e energia, também perdeu tração ao passar de uma alta de 0,90% (4,5% a/a) para 0,40% (4,3% a/a). A desaceleração do índice apontou para um arrefecimento das categorias que tem mais pressionado os preços nas leituras mais recentes, tais quais veículos usados e novo, passagens aéreas e alojamentos. De modo geral, observou-se, também, uma desaceleração tanto de bens quanto serviços. Bens duráveis desaceleraram de 3,5% para 0,60%; bens não duráveis de 1,3% para 0,80% e serviços arrefeceram de 0,40% para 0,30%.

A inflação, os mercados e o Federal Reserve… O comportamento mais benigno dos preços ao consumidor é, de fato, mais um ponto positivo tanto para os mercados quanto para o Federal Reserve, BC americano. Para os mercados, apresenta-se como um ponto positivo porque dá sustentação à tese de inflação transitória, além de diminuir preocupações relacionadas a uma retirada rápida e abrupta dos estímulos. Para o Fed, o resultado também sustenta sua visão de pressão transitória, ao mesmo tempo em que dá maior margem de atuação para que a autoridade consiga continuar consiga continuar focando no seu mandato de emprego, que ainda está relativamente distante de ser cumprido.

No radar… Em mais um dia para a inflação, o destaque do dia fica com a divulgação do IPP nos EUA, que também deve acelerar, em parte por conta da recente apreciação do dólar global. Expectativas de mercado preveem uma desaceleração de 1% para 0,50%, o que levaria o índice cheio de 7,3% para 7,1%. Além disto, os pedidos de seguro-desemprego, como de costume, também marcam o dia. Devem novamente trilhar em direções aos níveis pré-crise, explicitando a contínua recuperação do mercado de trabalho.


Brasil

Varejo e risco fiscal em destaque

Mercados… Ativos de risco ligados ao índice Bovespa operaram de forma volátil ao longo da sessão, refletindo, por um lado, o comportamento positivo das commodities e, por outro, as incertezas causadas pela política fiscal. No mercado de juros e câmbio, ativos mantiveram trajetória de alta, ainda espelhando o risco às contas públicas e à trajetória do endividamento induzido pela PEC dos Precatórios. Nem o dado mais fraco das vendas no varejo foi suficiente para induzir um fechamento da curva de juros. O CDS de cinco anos, métrica de risco-país, ficou sem grande impulso, mas segue cotado em elevados patamares, muito em função do cenário político-fiscal.

Varejo despenca na leitura de julho… As vendas no varejo brasileiro, na série livre de influência sazonais, apresentaram retração de 1,7% em junho, após alta revisada de 2,7% em maio. No conceito ampliado, que inclui a venda de veículos e materiais de construção, as vendas caíram ainda mais, 2,3%, após avanço revisado de 3,2% no mês diretamente anterior. Na comparação interanual, as vendas no varejo restrito passaram de 15,9% para 6,3%, enquanto as vendas no varejo ampliado recuaram de 26,3% para 11,5%. Dentre as grandes atividades do varejo, apenas quatro das dez atividades apresentaram resultados positivos. As vendas durante o mês de julho sofreram, em grande parte, devido à recente aceleração da inflação, que atingiu 9% no acumulado dos últimos 12 meses.

No radar… Para encerrar a leva de pesquisas setoriais, o IBGE divulga amanhã a Pesquisa Mensal dos Serviços. O avanço contínuo da mobilidade permitido pela vacinação deverá ter continuado produzindo um mês de resultados positivos para partes dos serviços – como os serviços prestados às famílias –, embora a retração da indústria durante o mês, na medida em que afetou o segmento de transportes, pode ter retirado força do setor como um todo. Por causa disto, esperamos uma estabilidade na margem, o que geraria uma variação interanual de 8,4%.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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