Apito Final | 10 de janeiro

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional 
• Bolsas globais interrompem movimentos de alta e fecham em queda
• Mercado de trabalho americano segue aquecido
• Investidores se atentam para a oficialização, na semana que vem, do acordo parcial entre China e EUA

Brasil 
• Bolsa local registra queda pelo 6º dia consecutivo
• IPCA fecha ano de 2019 acima do centro da meta estabelecida pelo CMN


FECHAMENTO:

Ibovespa: 115.503 (-0,38%)
BR$/US$: 4,09 (+0,22%)
DI Jan/21: 4,49% (-3,5 bps)
S&P 500: 3.265 (+0,29%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

PRINCIPAIS ALTAS:

ELET3: 40,28 (+2,36%)
GOAU4: 9,88 (+2,17%)
QUAL3: 40,92 (+2,04%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

HAPV3: 61,46 (-3,06%)
BBAS3: 49,68 (-2,70%)
BTOW3: 66,31 (-2,54%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Após registrarem sucessivas altas ao longo das últimas semanas, bolsas internacionais passaram por um processo de correção e operaram em queda ao longo do último dia da semana. Ao todo, devido à falta de um fluxo de notícias relevante, o STOXX600 e o S&P500 registraram desvalorizações de -0,12,% e -0,29%, respectivamente.

Economia americana…. Em dia de poucas novidades, o destaque ficou com o relatório de emprego americano (payroll). Sem grandes surpresas, a taxa de desemprego da economia se manteve em seu valor mais baixo em 50 anos: 3,5%. Ao total, foram criadas 145 mil vagas no mês de dezembro, enquanto os salários dos trabalhadores avançaram 2,9%, ligeiramente abaixo das estimativas de mercado, que previam aumento de 3,1%. O estado robusto do mercado de trabalho norte-americano deve ser recebido de bom grado pelo Fed, cujos mandatos são a manutenção do pleno emprego e a estabilidade dos preços. O resultado repercute de forma relevante sobre a formação de expectativas em torno do futuro da política monetária. Com base nesses números, acreditamos que o Fed deverá manter o discurso apresentado em dezembro e esperamos que a taxa de juros fique estacionada em seu atual intervalo de 1,50% – 1,75%.

No radar…. Para a semana que vem, investidores ficarão ansiosamente à espera da oficialização da primeira fase do acordo parcial entre China e Estados Unidos. O acordo deve ser assinado no dia 15, e tem como principais pontos a compra, em massa, de produtos agrícolas americanos por parte dos chineses, e uma relevante redução de tarifas sobre bens de consumo importados da China pelos Estados Unidos. A oficialização desta primeira fase, que foi acordada no dia 13 de dezembro, deve abrir as portas para a negociação de temas mais sensíveis. A dizer: transferência forçada de tecnologia, subsídios industriais chineses, propriedade intelectual e manipulação cambial.


BRASIL:

Mercados… Sem quebrar a tendência verificada desde o início da semana, o Ibovespa continuou operando em queda e fechou, novamente, em território negativo ao passar por uma desvalorização de 0,38%. No mercado cambial, após registrar uma leve valorização ao longo do pregão de ontem, a moeda brasileira voltou a se desvalorizar contra o dólar, que encerrou o dia próximo dos R$ 4,10. No mercado de juros, a leitura do IPCA de dezembro superou as expectativas e colocou pressão altistas ao longo de todos os vértices da curva. O CDS de cinco anos (medida de risco-país), por sua vez, sem driver específico, operou com leve alta ao longo do dia, ainda negociado abaixo dos 100 pontos base.

IPCA…. Ao registrar uma inflação de 1,15%, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo encerrou o ano de 2019 com um avanço acumulado de 4,31%, valor acima da meta de 4,25% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O forte avanço de dezembro acabou repercutindo a alta nos preços dos alimentos; componente que tem sido pressionado pela alta no preço das carnes. O resultado tem implicações interessantes para a política monetária: Se por um lado a inflação acima do centro da meta dita, em teoria, uma maior parcimônia na avaliação de possíveis novos cortes, por outro, a elevada ociosidade da economia brasileira, principal causa do baixo nível de atividade, abre espaço para a continuidade do ciclo de afrouxamento. Desta forma, como existem duas foças em direção opostas para a dinâmica do juro, espera-se uma certa neutralização. Mais: nos núcleos, que excluem os componentes mais voláteis do índice, o dado continua confortavelmente abaixo da meta, o que, quando combinado à queda relevante verificada na 1ª prévia do IGP-M em janeiro, abre espaço para uma postura mais agressiva do BC. Apesar disso, em função da mensagem mais cautelosa passada pelo COPOM após a reunião de dezembro e das pressões inflacionárias que poderão derivar da dinâmica altista do preço do petróleo, esperamos que o juro básico da economia, a Selic, se mantenha estacionada em seu atual nível de 4,50% na reunião de fevereiro.

Hapvida… A empresa sofreu mais uma queda relevante no pregão de hoje. A performance segue resultando da notícia de que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não permitiu a compra de parte da carteira da Agemed. No acumulado da semana, o papel caiu mais de 10%.

Banco do Brasil… O papel teve mais um dia negativo. O setor bancário seguiu sofrendo por conta das falas de Campos Neto na manhã de quinta-feira, onde afirmou que o open banking deve ser concluído ainda em 2020. O papel recuou em torno de 7% ao longo da semana.

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