Apito Final | Mais um dado salgado

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional
• Ativos internacionais rondam acerca das máximas à espera de dados de inflação ao consumidor nos EUA;
• Inflação ao produtor e consumidor chinês acelera em maio, adicionado à discussão de inflação;
• Inflação de maio ao consumidor americano é destaque da agenda internacional.

Brasil
• Ibovespa tem mais um dia próximo das máximas sem drivers muito relevantes;
• Dólar retoma alta e curva de juros futura ganha inclinação com IPCA acima do esperado;
• Agenda local destaca a primeira prévia do IGP-M de maio.


FECHAMENTO

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

Ibovespa: 129.906 (+0,09%)
BR$/US$: 5,06 (+0,06%)
DI Jan/27: 8,34% (+4 bps)
S&P 500: 4.219 (-0,18%)

PRINCIPAIS ALTAS:

LWSA3: R$ 24,65 (+2,92%)
HGTX3: R$ 33,66 (+2,87%)
SUZB3: R$ 59,70 (+2,79%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

IGTA3: R$ 43,22 (-3,78%)
MGLU3: R$ 20,27 (-3,71%)
MULT3: R$ 26,42 (-2,80%)


Cenário Externo

ESPERANDO A INFLAÇÃO

Mercados… Índices acionários ao redor do globo voltaram a encerrar a sessão acerca das máximas históricas, com investidores esperando ansiosamente a divulgação do CPI americano amanhã. Mesmo em meio ao receio com a inflação, investidores colocaram pressão compradora sobre títulos públicos mundo afora, reduzindo suas taxas de rendimento. O movimento dá a entender que participantes do mercado estão antecipando que, mesmo com um dado de inflação mais salgado, o Federal Reserve manterá sua postura acomodatícia, reforçando que qualquer pressão sobre os preços será transitória.

Inflação chinesa acelera em maio… Dados de inflação chineses divulgados ontem à noite indicaram aceleração dos preços, com o IPP subindo 9,0% na comparação interanual e adicionando à discussão de inflação nos EUA, dado o elevado montante de bens importados do gigante asiático. Naturalmente, a forte elevação das matérias primas ao longo do mês de maio forçou boa parte deste reajuste. A inflação ao consumidor, entretanto, veio mais comportada, subindo meros 1,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Muitos dos custos da indústria ainda não estão sendo repassados para os consumidores, o que dá espaço de margem para que o PBoC, Banco Central chinês, dê sequência à sua atual política monetária de retirada muito gradual dos estímulos.

No radar… Como comentado, o destaque de amanhã será o IPC de maio referente à economia americana. A expectativa mediana do mercado aponta para uma alta de 0,40%, tanto no núcleo quanto no índice cheio. Caso confirmado, o resultado levaria a inflação em 12 meses para 3,4% no núcleo e 4,7% no índice cheio. É provável, entretanto, que o índice supere a expectativa dado a forte expansão da atividade proveniente do estágio avançado da vacinação e dos estímulos fiscais e monetários. Em caso positivo, a pressão altista sobre o juro longo americano pode voltar a aparecer.


Brasil

MAIS UM DADO SALGADO

Mercados… Investidores voltaram a promover uma sessão acerca da estabilidade para o Índice Bovespa, que continuou rondando próximo das máximas históricas. No mercado cambial, também sem driver muito claro, o dólar retomou trajetória de alta. O movimento é muito provavelmente de caráter técnico dado a forte apreciação do real observada ao longo das últimas semanas. No mercado de juros, a estrutura a termo voltou a ganhar inclinação na parte curta e intermediária com o IPCA acima do esperado, embora os vértices longos tenham registrado leve queda com a manutenção de um risco-país, medido pelo CDS de cinco anos, reduzido.

Inflação ao consumidor volta a acelerar… O IPCA, principal índice de inflação perseguido pelo BCB, voltou a acelerar a alta em maio. Avançou 0,83% ante alta de 0,31% em abril, novamente refletindo o peso relevante das commodities, que coloca pressão de custos sobre as empresas, e aumento nos preços da energia elétrica com o acionamento da bandeira vermelha patamar um por parte Aneel. Com isto, o índice cataloga alta notável de 8,06% nos últimos 12 meses – distanciando-se ainda mais do centro da meta de inflação para o ano – e avanço de 3,22% no acumulado do ano. Para mais detalhes, verifique nosso Flash Macro sobre o assunto no site e app O Guia Financeiro.

No radar… Em mais um dia morno de indicadores locais, o investidor acompanha a divulgação da primeira prévia do IGP-M de maio, que deve apresentar desinflação para 1,50% ante alta de 2,68% em maio, refletindo o arrefecimento de algumas commodities, assim como a recente apreciação do real perante o dólar.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
cmagalhaes@guide.com.br
Alejandro Ortiz Cruceno
acruceno@guide.com.br
Alejandro Ortiz Cruceno
acruceno@guide.com.br
Victor Beyruti Guglielmi
vbeyruti@guide.com.br

 
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