Apito Final | Turbulência

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional
• De olho em resultados corporativos promissores, investidores mantêm índices internacionais nas máximas históricas;
• Leva de índices americanos e europeus marcam agenda de amanhã.

Brasil
• Ativos domésticos têm dia volátil na esteira do renascimento do risco fiscal;
• Copom decide amanhã mais uma vez a trajetória da taxa Selic;
• Produção industrial fica estável em maio;
• IC-Br é destaque da agenda de amanhã.


FECHAMENTO

Ibovespa: 122.515 (+0,59%)
BR$/US$: 5,20 (+0,51%)
DI Jan/27: 9,08% (+0 bps)
S&P 500: 4.423 (+0,82%)

PRINCIPAIS ALTAS:

VALE3: R$ 112,64 (+3,41%)
BRAP4: R$ 76,13 (+2,98%)
GGBR4: R$ 31,55 (+2,67%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

AMER3: R$ 49,00 (-4,43%)
LAME4: R$ 7,03 (-3,30%)
SUAL11: R$ 29,80 (-2,65%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

RESULTADOS SEGUEM ALIMENTANDO APETITE PELO RISCO

Mercados… Novamente influenciados por uma leva de resultados corporativos, índices do leste ao oeste operaram em firme alta ao longo da sessão. Enquanto internalizam o futuro da política monetários e os riscos trazidos pela desaceleração do crescimento americano e chinês, focam no fato de que empresas vem recorrentemente quebrando as expectativas positivamente. Nos EUA, 86% das empresas reportaram resultados acima da expectativa mediana. Na Europa, este número é menor, de 55%, mas ainda assim bastante alto. Enquanto isso, o rendimento do título de 10 anos continuou em declínio, ao passo que o dólar global ficou estável.

No radar… Se hoje a agenda de indicadores internacionais foi morna, amanhã compensa. Pela manhã, o investidor acompanha os PMIs na Alemanha (4:55h) e na Zona do Euro (5h), assim como as vendas no varejo do continente (6h). Logo em seguida, o ADP divulga mais uma leitura do emprego no setor privado americano (9:15h), sai o PMI de serviços nos EUA (10:45) e os estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia americano (11:30h). Também consta na agenda mais um discurso de Clarida (11h), membro votante do Federal Reserve. 


Brasil

TURBULÊNCIA

Mercados… Mercados domésticos tiveram um dia turbulento, expressando, em grande parte, o renascimento, até então relativamente dormente, do risco fiscal. Como comentamos no Mercado Hoje desta manhã, o imbróglio dos precatórios, assim como as incertezas relacionadas à expansão do Bolsa Família e ao teto de gastos, retirou apetite pelo risco, levando a uma queda da bolsa, alta do dólar e avanço dos juros futuros. Ao longo da tarde, entretanto, os ativos domésticos reverteram a tendência após comentários de Lira, presidente da Câmara, de que nunca se contemplou verdadeiramente um Bolsa Família maior do que R$ 300, assim como sua retirada do teto de gastos. O CDS de cinco anos, métrica de risco-país, também respondeu ao movimento.

De olho no Copom… Amanhã o Copom se reúne, novamente, para decidir mais uma vez o futuro da Selic. Até recentemente, mantínhamos a expectativa, devido à relativa estabilidade das expectativas inflacionárias com relação à última reunião, de que o comitê seguiria o passo contratado de subir a taxa em 0,75 ponto percentual para 5,0%. Ocorre que, devido à piora no balanço de riscos causado pelo imbróglio dos precatórios, assim como pela intenção de Bolsonaro de aumentar o Bolsa Família em mais do que o incialmente esperado pelo mercado, agora esperamos, assim como o mercado, uma redução mais tempestiva dos estímulos. Isto é, o Copom deverá aumentar a Selic em 1 ponto percentual para 5,25%, trilhando em direção ao nível neutro. Mais importante do que a direção da taxa, no entanto, será o tom do comunicado. Devido à alta sensibilidade das expectativas e à deterioração em potencial do cenário fiscal, entendemos que o Comitê irá endurecer seu discurso ainda mais, possivelmente dizendo que está disposto a levar a taxa para além do nível neutro – mas, como sempre, condicionará esta intenção ao cenário para inflação, expectativas, atividade econômica e balanços de riscos.

Produção industrial fica estável em maio… A produção industrial, medida pela Pesquisa Industrial Mensal, apresentou variação nula (0,00%) em junho frente a maio, após alta de 1,4% no mês diretamente anterior. Na série sem ajuste sazonal e em relação ao mesmo mês do ano passado, a produção industrial continuou registrando alta de 12%, em boa parte ainda refletindo efeitos-base favoráveis produzidos pela queda do índice após o choque da primeira onda de infecções. Para mais informações sobre o setor industrial, assim como para acessar nossa análise, verifique nosso Flash Macro sobre o assunto no site e app O Guia Financeiro.

No radar… Além de mais uma decisão de política monetária, o BCB também divulga seu Índice de Commodities referente ao mês de julho. Refletindo em grande parte as commodities de energia, o índice deve passar de uma variação negativa de 3,6% em junho para uma alta positiva de 2,7%. Tal índice é de suma importância, uma vez que reflete diretamente o potencial baixista do balanço de risco do BC, que prevê possíveis reduções da inflação na medida em que se revertem os preços das commodities expressas em moeda local – exatamente o que o IC-Br busca mensurar.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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