Apito Final | Confiança industrial mantém ativos nas máximas

Tempo de leitura: 7 minutos

Internacional

  • Ativos internacionais encerram mais um dia perto das máximas com dados de confiança robustos nas economias desenvolvidas;
  • Confiança do setor industrial americano registra nova alta em abril;
  • Preocupações com pressão sobre os preços persistem entre empresários americanos;
  • Índices americanos marcam agenda internacional.

Brasil

  • Ibovespa opera em consonância com o exterior e começa a semana recuperando perdas com contínuo auxílio da alta das commodities;
  • Confiança do empresário industrial brasileiro registra novo arrefecimento;
  • Pressões de custo preocupantes também persistem por aqui;
  • IBGE divulga IPP de março nesta 3ªfeira.

FECHAMENTO

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

Ibovespa: 119.209 (+0,27%) ­­
BR$/US$: 5,43 (-0,05%)
DI Jan/27: 8,43% (+9 bps)
S&P 500: 4.192 (+0,27%)

PRINCIPAIS ALTAS:

IGTA3: R$ 38,70 (+5,16%)
CCOR3: R$ 12,65 (+5,07%)
BRML3: R$ 9,99 (+4,94%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

SBSP3: R$ 40,00 (-6,50%)
CPFE: R$ 27,63 (-5,86%)
EQTL3: R$ 23,72 (-5,46%)


Cenário Externo

Confiança industrial mantém ativos nas máximas

Mercados…. Investidores promoveram mais uma sessão de valorização no exterior, e índices voltaram a encerrar o dia acerca das máximas históricas. Tanto nos EUA quanto na Europa (como notificados no Mercados Hoje desta manhã), o apetite pelo risco foi reforçado com mais uma leva de índices de confiança ligados ao setor industrial. Pela Europa, o anúncio de que a Alemanha está prestes a flexibilizar as atividades para os que foram vacinados adicionou ao sentimento de menor aversão ao risco. O rendimento da treasury de 10 anos, no entanto, teve leve queda, pois o PMI, na verdade, ficou levemente abaixo das expectativas.

Confiança no setor industrial americano continua em alta… A confiança no setor industrial americano ficou em nível elevado na leitura de abril, em meio à contínua reabertura da economia e a liberação de demanda reprimida doméstica e em partes chaves do mundo. O PMI do setor, que também funciona como um termômetro mensal para a atividade, subiu para 60,6 na leitura final de abril dos 59,1 registrados em março. A prevalência de condições sanitárias benignas permitiu a expansão continuada da produção, que venho acompanhada de uma alta mais acelerada nos novos pedidos resultando, inclusive, na maior expansão do emprego desde dezembro de 2017.

Fenômenos clássicos persistem… Ainda que o ambiente econômico esteja, de modo geral, bastante positivo, persistem pressões inflacionárias decorrentes do próprio processo de recuperação. A forte e rápida expansão da demanda proporcionada pelo processo de reabertura, em meio à problemas associados à cadeia de suprimentos – que ainda sentem os efeitos da covid –, seguem criando pressão de custo sobre as empresas que estão sendo repassadas aos consumidores. Como reportou o próprio Instituto Markit, que realiza a pesquisa, foi justamente esta preocupação com o grau e velocidade de normalização das cadeias produtivas a razão pela moderação na confiança futura dos produtores, que caiu para uma mínima a de três meses.

No radar… Em dia morno de indicadores, destacamos a balança comercial e as encomendas à indústria nos EUA na agenda de amanhã, ambos referentes ao mês de março.


Brasil

Recuperando perdas

Mercados… Em linha com o comportamento levemente altista dos mercados internacionais, ativos de risco ligados ao mercado de renda variável começaram a recuperar as perdas da semana passada. O índice Bovespa segue sendo sustentando, em boa parte, pelo patamar atrativo das commodities. Em dia que não contou com novidades na política (a divulgação da proposta do relator da reforma tributária foi adiada para amanhã), o dólar manteve leve trajetória de queda, mas ainda continua em patamar notadamente elevado. A curva de juros, entretanto, teve nova abertura, com expectativa de que o comunicado do Copom possa mudar de formato.

Até onde vão as commodities?… Como comentado, as commodities têm fornecido um colchão de suporte ao mercado brasileiro, mas até onde vão? Com a vacinação em curso e consequente retomada da demanda global, o forte crescimento econômico da China e dos EUA devem, juntamente com a contínua redução da aversão global ao risco, promover uma alta das commodities neste e no ano seguinte. Ainda, se o pacote de infraestrutura de Biden for efetivamente aprovado (como esperamos), a demanda por commodities – principalmente metais – terá impulso adicional, estendendo o rali da classe por mais algum tempo. É importante notar, entretanto, que a valorização global em curso do dólar, na medida em que desestimula o consumo de commodities, tende a retirar força da alta, e os esforços em direção à contenção do crescimento do crédito na China dão a impressão de que o atual ciclo não será um super-ciclo.    

Confiança do produtor industrial tem leve queda em abril… A confiança do produtor industrial, medido pelo PMI da IHS Markit, caiu levemente de 52,8 em março para 52,3. É a sexta queda consecutiva do índice, que atingiu uma máxima de 66,70 em outubro do ano passado. As quedas subsequentes, assim como a de abril, ocorrem na esteira do recrudescimento da pandemia, que desaqueceu a demanda e derrubou o número de novos pedidos. Empresas reduziram a produção, diminuíram a compra de insumos, mas houve um aumento do emprego; afinal, ainda que o índice tenha caído, está acima de 50, que indica expansão do crescimento do setor, mesmo que ligeiro, com produtores ainda otimistas com a perspectiva futura. O dado de abril indicar que o pior momento da segunda onda – por ora – já pode ter passado.

Pressão de custos persiste por aqui também… A escassez de insumos proveniente de problemas causados pelo recrudescimento da pandemia sobre as cadeias de logística segue elevando os custos de produção. Para piorar, a manutenção do dólar em patamar sistematicamente valorizado acentua tal problema, pois muitos insumos são importados. Tais problemas devem persistir por mais um tempo ainda, tendo em vista que o processo de recomposição da oferta – principalmente nas transações interempresariais – é, naturalmente, mais demorada e somente ocorrerá de forma integral com um estágio de vacinação mais avançado.

No radar… Por aqui, o Índice de Preços ao Produtor industrial configura o destaque.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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