Apito Final | Pedindo uma postura agressiva

Tempo de leitura: 6 minutos

Internacional

•  Ainda que sem muita força, ativos de risco internacionais iniciaram a semana em tom positivo;
•  PMI industrial americano registra nova elevação na leitura de julho;
•  Encomendas à indústria nos EUA, discurso de Bowman, PMI de serviços na China e IPP da indústria protagonizam agenda internacional.

Brasil

•  Ativos domésticos acompanham desempenho dos índices internacionais após o tombo de 6ªfeira;
•  Expectativas de inflação da Pesquisa Focus entram novamente em destaque, refletindo a necessidade de tom mais duro por parte do Copom;
•  Confiança do setor industrial brasileiro continua se recuperando em junho;
•  Dados da produção industrial de junho serão divulgados pelo IBGE nesta 3ªfeira.


FECHAMENTO

Ibovespa: 122.515 (+0,59%) ­­
BR$/US$: 5,18 (-0,56%)
DI Jan/27: 9,10% (+6 bps)
S&P 500: 4.387 (-0,18%)

PRINCIPAIS ALTAS:

TOTS3: R$ 36,97 (+4,55%)
AMER3: R$ 51,27 (+4,42%)
TAEE11: R$ 39,55 (+4,08%)

PRINCIPAIS BAIXAS:

CSNA3: R$ 44,84 (-4,09%)
CVCB3: R$ 21,85 (-2,02%)
PETR4: R$ 26,41 (-1,86%)

Fonte: Bloomberg. Obs: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg


Cenário Externo

Confiança elevada

Mercados… Ativos internacionais operaram entre altas e baixas ao longo da sessão, sem grandes impulsos devido ao noticiário morno. Ao longo da sessão, índices americanos encerram perto da estabilidade, enquanto investidores europeus promoveram mais uma sessão de alta na esteira de novos dados de confiança positivos relacionados ao setor industrial da região (vide Mercados Hoje desta manhã). No mercado de juros americano, as treasuries voltaram a se valorizar, enquanto o dólar perdeu força contra seus principais pares ao redor do globo.

PMI industrial nos EUA se mantém nas máximas… O PMI do setor industrial americano registrou novo aumento em julho para 63,4 de 62,1 em junho. A alta da confiança do produtor industrial continuou sendo puxada pelo avanço da produção e dos novos pedidos no setor, embora gargalos de oferta relacionados tanto à falta de matérias primas quanto trabalho continuem pesando sobre a capacidade produtiva. O avanço da confiança também foi acompanhado de uma alta no emprego, e vem em linha com as recentes melhoras registradas no relatório de emprego. Não obstante, pressões de custos continuam se amontoando no setor industrial e, dada a rápida recuperação da demanda interna e externa, produtores continuam aumentando seus preços.  

No radar… Amanhã, em dia mais morno de indicadores econômicos, o destaque do dia fica com as encomendas à indústria de junho nos EUA (11h), o IPP na Europa (6h), o discurso de Bowman (15h), diretora do Fed, e o PMI de serviços na China.


Brasil

Pedindo uma postura agressiva

Mercados… Ativos domésticos finalmente conseguiram internalizar o bom desempenho dos mercados internacionais ao longo da primeira sessão da semana. Ativos do índice Bovespa operaram em forte alta, recuperando parte das perdas angariadas na semana passada, enquanto o dólar, na expectativa de um Copom mais hawk, também devolveu parte do movimento de 6ªfeira passada. No mercado de juros, por razões técnicas, as taxas operaram em queda, ainda que o mercado ainda coloque como dado uma alta de um ponto percentual na Selic na semana que vem. O risco-país, entretanto, ficou estável em torno dos 176 pontos, sem drivers muito definitivos.

Expectativas de inflação novamente em destaque… As expectativas de inflação voltaram a sofrer novo aumento na leitura do Boletim Focus de hoje. Para 2021, subiram de 6,56% para 6,79%, novamente acentuado os riscos, via inércia, para a inflação de 2022. Para 2022, ficaram vitualmente estáveis ao ir de 3,80% para 3,81%, ainda reagindo ao ambiente inflacionário incerto, de olho em possíveis novos aumentos nos custos da energia elétrica, assim como na retomada da inflação de serviços. De modo geral, pode-se dizer que as expectativas de inflação estão altamente sensíveis aos acontecimentos na fronte inflacionária e de atividade. Assim, é esperado que o Banco Central, em sua reunião de política monetária na 4ªfeira, emita um comunicado mais agressivo, onde se demonstre disposto a levar a taxa Selic para além do nível neutro ao fim do ciclo de normalização monetária.

Confiança da indústria avança em junho… A recuperação da confiança na indústria seguiu viva em julho, com o PMI do setor local registrando nova alta de 56,4 em junho para 56,7 em julho. O estágio inicial de uma reabertura mais intensa proporcionada pela vacinação vem fomentando a demanda, levando a produção industrial a registra o terceiro mês seguido de expansão na produção, nos novos pedidos e no emprego. Assim como nos EUA – e em boa parte do mundo – escassez de insumos continuam alimentando pressões inflacionárias. No caso brasileira, a taxa de câmbio historicamente depreciada tende a intensificar tais pressões, colocando um ponto de pressão adicional sobre os produtores. Em vista a perspectivas animadoras relacionadas à vacinação, o sentimento se manteve, também, historicamente elevado.

No radar… Por aqui, o destaque, no lado da atividade, fica com a leitura de junho da produção industrial, que deve apresentar ligeira alta de 0,1% em virtude dos problemas que atingem o setor, tal qual falta de matérias primas, trabalho e uma demanda ainda restrita por bens de consumo semi e não duráveis devido à recente aceleração da inflação. Na comparação interanual, a indústria deverá registrar alta de 24,0% por conta dos efeitos-base ainda favoráveis.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]
Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 
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