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Mercados Hoje |Agenda carregada protagoniza a sessão

Introdução:

Internacional

• Mercados globais iniciam dia em movimento de queda generalizada;
• Piora do quadro sanitário na Alemanha, acompanhado de maior contração econômica trimestral no país desde 1970 promovem onda de realizações;
• Agenda corporativa segue forte com resultados de Amazon, Alphabet (Google) e Apple nesta 5ªfeira;
• PIB americano no 2º trimestre protagoniza agenda econômica do dia.

Brasil

• Câmara aprova regime de urgência para lei do gás;
• Mudança de regime de tramitação sinaliza que projeto ganhou prioridade;
• Proposta faz parte de plano de “choque de energia barata” do Ministério da Economia;
• Senado deve votar MP de crédito para pequenas e médias empresa;
• Guedes defende imposto digital ao lado de relator da tributária;
• Toffoli e Maia querem impor quarentena que impede membros do Judiciário de virarem políticos por oito anos;
• Bradesco e Petrobras divulgam resultados nesta 5ªfeira;
• IGP-M e resultado primário do governo central são destaques na agenda de indicadores.


CENÁRIO EXTERNO: Agenda carregada protagoniza a sessão

Mercados… Mercados asiáticos encerraram a sessão com desempenhos predominantemente negativo: bolsas de Tóquio, Hong Kong e Xangai acumularam perdas de 0,3%, 0,7% e 0,2%, respectivamente. Já na zona do euro, os principais índices de mercado amanheceram em queda livre. O Stoxx 600, índice que abrange uma gama de ativos ao redor do continente europeu, recua 1,8% até o momento. Nos EUA, futuros de NY seguem na mesma tendência verificada nos pregões europeus, com baixas da ordem de 1,0%, enquanto o dólar (DXY) recupera fôlego contra seus principais pares, mesmo que ainda em patamar muito reduzido. Por fim, em relação às commodities, ativos ilustram a piora de sentimento dos investidores. O preço do petróleo (Brent Crude) cai 1,7%, voltando a ser negociado em torno de US$ 43,00/barril.

Fluxo negativo traz novas realizações… Bolsas internacionais iniciaram o dia em queda generalizada, reflexo do movimento de realização de lucros que segue um fluxo negativo de notícias na Alemanha, maior economia da zona do euro. O dia também conta agenda corporativa carregada, com a divulgação de resultados da P&G e da Mastercard antes da abertura e das gigantes tecnológicas americanas Amazon, Alphabet (Google) e Apple após o fechamento.

2ª onda alemã… A Alemanha, país avaliado como um dos maiores sucessos na contenção da pandemia, registrou o maior número de novos casos diários da covid-19 em 6 semanas, após avanços do dado por 6 dias consecutivos. Segundo informação extraída da Johns Hopkins University, o país relatou 839 novos casos nas últimas 24 horas, comparado a 595 no dia anterior e 7.000 no pico da crise em março. Este aumento ainda não sacramenta uma 2ª onda na maior economia europeia, mas volta a preocupar pelo impacto que está tendo no ritmo de recuperação econômica nos EUA, principalmente após a 1ª estimativa do PIB alemão no 2º trimestre apontar para uma contração recorde de 10,1%.

Na agenda… Além de uma agenda corporativa recheada, o dia conta com dados importantes nas duas maiores economias do mundo. Logo pela manhã, às 9h30, sai o PIB dos EUA para o 2º trimestre de 2020, com projeções de mercado apontando para uma contração histórica da ordem de 34,0% (variação anualizada). O dado irá confirmar a mensagem passada por Jerome Powell, presidente do Fed, em sua entrevista após a decisão do FOMC, de que o pior da crise já passou, mas que os EUA tem um longo caminho pela frente em direção à recuperação. Ainda nos EUA, no mesmo horário, o investidor também se atentará ao número de novos pedidos de auxílio desemprego, após o dado registrar a primeira alta semanal desde o início da crise na sua última leitura. Por fim, às 22h, o mercado avalia o dado oficial do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) referente a julho, divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China.


BRASIL: CÂMARA APROVA REGIME DE URGÊNCIA PARA LEI DO GÁS

Urgência para marco do gás natural… A Câmara do Deputados aprovou ontem um requerimento para dar ao projeto do marco regulatório do gás status de urgência. A alteração no regime de tramitação da proposta é um forte sinal que o projeto deve avançar pelo Congresso no curto prazo. O projeto também esteve entre as pautas destacas pelo presidente da Câmara dos Deputados na semana passada.

Choque de energia… A intenção da proposta é reduzir o custo do gás, quebrar o monopólio da Petrobras e aumentar a participação do setor privado no setor. A inciativa faz parte do plano do Ministério da Economia de realizar um “choque de energia barata” para alentar o crescimento econômico.

Guedes defende imposto digital… Ao lado do relator da reforma tributária, Aguinaldo Riberio (PP-PB), o ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a defender um imposto sobre transações digitais. A intenção do governo é usar tal imposto para desonerar a folha de pagamentos, apesar do novo tributo já ser defendido como substituto ou redutor de vários outros impostos. Atualmente, a alíquota sendo sugerida é de 0,2% a 0,4%. Durante sua defesa do novo tributo, Guedes destacou a sua capacidade de “ampliar a base” que cria “uma incidência” para pessoais que não pagam outros tributos.

Enfraquecimento de resistência entre parlamentastes… Apesar do relator não defender explicitamente a ressuscitação da CPMF, a sua presença ao lado de Guedes, enquanto o ministro defendia o novo tributo, é mais um sinal que o governo vem, aos poucos, reduzindo a ampla resistência à ideia.

Non-compete político para juízes… Ontem, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), expressou seu apoio a uma “quarentena” para membros do Judiciário que pretendem se candidatarem a cargos políticos. A justificativa de tal proposta, defendida pelo ministro Dias Toffoli (STF), é evitar que atuação de juízes e procuradores seja contaminada por ambições políticas. Toffoli sugeriu um período de inelegibilidade de oito anos para os integrantes do Judiciário. Maia acha que tal projeto poderia ser votado no ano que vem.

Mirando no Moro… Tal iniciativa tornaria inelegível (2022) o ex-ministro Sergio Moro, que abandonou o magistrado para integrar o governo Bolsonaro. Segundo uma recente enquete do instituto Paraná Pesquisas, em cenários que excluem a improvável candidatura do ex-presidente Lula, Moro é o nome com maior parcela (17,1%) de intenção de votos no primeiro turno após o presidente Jair Bolsonaro em 2020

Na agenda… A uma semana do Copom, o investidor volta suas atenções para a divulgação do IGP-M de julho e do resultado primário do governo central em junho. Em relação ao primeiro, a leitura de julho deve trazer o maior avanço mensal em 17 anos, com mediana das projeções apontando para um avanço de 2,14% no mês (9,18% em 12 meses). Já em relação ao déficit as estimativas preveem uma forte deterioração das contas públicas no mês de junho (de R$ 103 bilhões a R$ 201 bilhões), em quadro que segue combinando uma queda na receita e forte elevação das despesas em função do combate ao coronavírus.

E os mercados hoje?… Mercados globais iniciaram o dia em baixa, refletindo um fluxo de notícias mais negativo advindo da Alemanha. Por lá, o mal estar deriva de uma piora do quadro sanitário combinada à divulgação do pior resultado trimestral para o PIB desde 1970. Logo pela manhã, o investidor também avaliará a variação do PIB americano no 2º trimestre de 2020. No pano de fundo, o calendário de resultados corporativos continua movimentando os mercados, com Amazon, Alphabet (Google) e Apple dentre as empresas que divulgam seus balanços nesta 5ªfeira. No Brasil, resultado da Vale, que saiu ontem à tarde, movimenta os mercados nesta manhã, junto da divulgação dos balanços de Bradesco, Ambev e Usiminas. A Petrobras também apresenta seus resultados hoje, mas só depois do fechamento das negociações. Em Brasília, a aprovação do regime de urgência para o marco do gás natural vem como boa notícia, visto que poderá destravar investimento da ordem de R$ 43 bilhões no setor. Por fim, a agenda econômica terá como destaques o resultado primário do governo central em junho e o IGP-M de julho, dados que movimentarão expectativas em torno da decisão do Copom na semana que vem. Assim, esperamos um dia de viés negativo para ativos de risco locais, que não escaparão caso a piora de sentimento com a recuperação econômica se confirme no exterior.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 104.109 (-0,35%)
BR$/US$: 5,15 (+0,04%)
DI Jan/27: 6,27% (+1 bps)
S&P 500: 3.218 (-0,65%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

VALOR
– Empresas tiveram perdas recordes no 2º trimestre
– Vale decide voltar a pagar dividendos
– Fim da cota para o etanol cria impasse
– Femsa negocia a compra das farmácias DPSP

O GLOBO
– Câmara aprova mais R$ 12 bilhões para socorrer pequenas empresas
– Toffoli quer prazo de 8 anos para juiz poder se candidatar
– Lava-Jato rebate críticas de Aras: ‘inverídicas’
– Com transmissão mais rápida, Brasil passa dos 90 mil óbitos

FOLHA DE S.PAULO
– Governo estuda desonerar em 25% todos os salários
– País aceitará estrangeiro com seguro e teste negativo
– Brasil ultrapassa 90 mil mortos pelo coronavírus; infectados somam 2,5 milhões
– Quarentena para ex-juízes é defendida por Toffoli e Maia

O ESTADO DE S.PAULO
– Ministério tem 9,8 mi de testes sem uso por falta de insumos
– Múltis do país repatriam US$ 30 bi na pandemia
– Toffoli defende 8 anos de espera a juiz-candidato
– Câmara prepara votação de ‘pauta verde’

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