Acompanhamento quinzenal do mercado de trabalho – 18 de Setembro

Desenvolvimentos recentes…

Ao longo das últimas duas semanas o mercado de trabalho voltou a apresentar desdobramentos erráticos, pontuando como os efeitos econômicos da pandemia seguem surtindo efeito.

Pandemia mantém mercado de trabalho sob pressão:

Na última leitura trazida pela pesquisa PNAD-Covid, produzida pelo IBGE, a taxa de desocupação passou primeiro por uma queda, mas voltou a registrar uma alta na semana seguinte, ultrapassando o limiar de 14,0%. Entre os dias de 16/08 e 22/08, a taxa de desocupação passou para 13,2%, após registro de 13,6% na semana iniciada no dia 09/08 e finda em 15/08. Isto, entretanto, foi revertido, ao passo que a taxa de desemprego voltou a subir e atingiu a marca de 14,3% entre os dia 23/08 e 29/08. O movimento altista verificado entre estas duas semanas explica-se em função da dupla combinação de alta na força de trabalho (algo positivo) e uma redução no número de pessoas ocupadas. Assim, parece ser o caso que, por mais que a pandemia não continue forçando a saída de indivíduos do mercado de trabalho, nota-se que as sequelas deixadas por ela ainda restringem a os ganhos nesta frente.

Efeitos da pandemia na busca de emprego:

De qualquer maneira, a dinâmica recente dos indivíduos não ocupados que não procuraram emprego por conta da pandemia ou por falta de trabalho na localidade, mas que gostariam de trabalhar, emite sinais mais promissores. Na semana finda no dia 22/08, este número atingiu 17.137.000, queda de 3,28% com relação à semana terminada no dia 15/22, quando haviam 17.719.000 indivíduos nesta posição. Na semana seguinte, entre os dias 23/08 e 29/08, a trajetória baxista teve sequência, com o número de indivíduos nesta posição caindo 1,94% para 16.803.000. Desta forma, a redução desta categoria – que vem ocorrendo de forma consistente desde o final de julho – pontua como o processo de reabertura tem de fato proporcionado uma leve melhora do mercado de trabalho. Desde que se iniciou, o número de pessoas neste grupo caiu 12,91% ao ir de 19.173.000 para 16.803.000.

Comportamento dos informais:

Já o comportamento dos informais voltou a ter caráter misto. A categoria caiu 1,42% entre 16/08 e 22/08 para 27.618.000 após registro de 28.016.000 na semana terminada no dia 15/08. Este movimento foi revertido na semana seguinte (23/08 – 29/08), apresentando alta de 1,04%, para 27.906.00, ficando levemente acima do patamar observado entre 02/08 e 08/08: 27.891.000. Entre a data início da pesquisa (começõ de maio) e a última leitura (29/08), no entanto, os informais registram queda de 6,85%. Normalmente, este movimento seria positivo, uma vez que apontaria para uma recolocação da mão de obra no mercado mercado formal. Com a pandemia, contudo, tal queda parece estar mais associada a um movimento de interrupção da atividade laborial, uma vez que o mercado de trablaho formal, como ilustrado pela alta da taxa de desocupação, não parece estar absorvendo a mão de obra perdida durante a pandemia.

No que diz respeito à informalidade, houve um aumento de 2,55% no numero de individuos que optaram por ingressar no mercado de trabalho informal entre 02/08 e 08/08. Tal elevacao deu continuidade ao processo de reversao de tendencia, quando se verificava uma constate reducao no numero de informais. Como mencionamos no ultimos relatorio, tal reducao na verdade estava associada mais a um fluxo de saido do mercado informal em direcao a inatividade laboral, e nao ao mercado formal de trabalho. Tendo isto em vista, a volta do trabalho informal, embora  longe do ideal, representa um avanco nos tempos de hoje, pois demonstra que os trabalhadores estao exercendo algum tipo de trabalho ao inves de nenhum. Desta forma, a queda acumulada caiu de 4,5% para 2,13% no tempo da pesquisa. 

Na ultima leitura, entre 09/08 e 15/08, no entanto, verificou-se novamente uma queda 0,45% no numero de indivíduos ocupados e na informalidade. Neste caso, no entanto, tendo em vista que a forca de trabalho como um todo aumentou e o numero de indivíduos que pararam de procurar empregos por conta pandemia ou falta de trabalho ma localidade caiu, pode-se inferir que os informais, ou pelo menos uma parcela deles, foram absorvidos pelo mercado de trabalho formal.

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